SIRESP

Partidos querem que Governo entregue todas as informações sobre SIRESP. BE pede nacionalização

Ministro da Administração Interna diz que rede falhou durante nove mil horas, mas números apontam para menos de metade. PSD, CDS e BE pediram informações a Eduardo Cabrita, que diz ter entregue tudo.

Em 2018, Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, apontou medidas para que o Estado controlasse a maioria do SIRESP

TIAGO PETINGA/LUSA

PSD, CDS e Bloco de Esquerda querem que o Governo ceda toda a informação sobre os incêndios de 2017 e tudo o falhou na rede de emergência nacional. Esta segunda-feira, os partidos pressionaram Eduardo Cabrita para que entregasse toda a documentação e o ministro da Administração Interna garantiu que assim o fez “em tempo útil”. O CDS avançou com perguntas sobre os acionistas da SIRESP SA, mas o Bloco vai mais longe e Catarina Martins volta a propor a nacionalização, depois de o Público ter noticiado que Eduardo Cabrita omitiu informação há mais de um ano.

Em causa está o facto de o ministro ter dito que a rede de emergência nacional falhou durante nove mil horas mas, de acordo com números do Público, os números apontam para menos de 200 mil minutos, menos de metade daqueles que o ministro apontou. Ora, com a época de incêndios prestes a começar, o CDS pretende chamar o ministro ao Parlamento para, além de falar sobre a omissão de informação, esclarecer sobre o estado da rede de emergência nacional e a estrutura acionista.

Para além dos centristas, também o Bloco de Esquerda pretende ver esclarecidas as participações na SIRESP SA. Em 2018, o Governo comprometeu-se a entrar no capital da empresa, com Eduardo Cabrita a apontar para medidas para que o Estado viesse a deter 54% do capital social, o que ainda não aconteceu. Catarina Martins quer que o Governo torne todos os relatórios sobre o funcionamento da rede públicos e volta a propor a nacionalização da empresa.

A maior parte do capital do SIRESP é detido pela Altice (52,1%), sendo que o Estado português detém 33% da empresa que gere a rede de comunicações de emergência em Portugal.

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