O primo de José Antonio Reyes foi o único sobrevivente do acidente de carro que tirou a vida ao jogador de futebol e ao seu outro primo no sábado. Juan Manuel Calderón sobreviveu mas está em estado grave no hospital. Não tanto pelo acidente em si mas por ter sofrido queimaduras em 60% do corpo quando tentava retirar os seus familiares do carro em chamas, noticia o El Español, citando um programa de rádio do país vizinho.

A versão foi avançada pelo jornalista da Antena 3 Nacho Abad, no programa Espejo Público. Abad afirma que o primo de Reyes saiu disparado do carro no momento do acidente. O jovem de 22 anos dirigiu-se logo depois ao carro em chamas, que tinha acabado de capotar ao longo de 200 metros. No interior ainda se encontravam Reyes e o seu outro primo, Jonathan Reyes. O jogador de futebol seguia ao volante do Mercedes Brabus SL550 e Jonathan estava no banco traseiro.

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O jovem tentou imediatamente abrir o carro para que os seus familiares pudessem sair do carro, que ardia. E foi neste momento que Calderón sofreu as queimaduras que atingiram mais de 60% do seu corpo. Segundo esta versão, o único dos ocupantes da viatura que salvou a sua vida, quase a perdia ao tentar salvar a dos seus familiares.

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Juan Manuel Calderón está internado em estado grave na unidade de cuidados intensivos do Hospital Virgen de Rocío, em Sevilha.

No mesmo programa de rádio, é defendido que Reyes não circulava a 237 km/h, como veio a público nos últimos dias. O El Español relata que esteve no programa um perito que reconstruiu o acidente e conclui que o carro seguia a uma velocidade entre 145 e 190 km/h no momento do acidente. Contudo, o mesmo perito diz que “o resultado definitivo (das perícias) só estará disponível dentro de um mês”. A mesma fonte diz ainda que o incêndio resultou da colisão do depósito de combustível do Mercedes com um bloco de cimento da estrada.

Carro de Reyes seguiria a 237 km/h quando o pneu rebentou