Como não podia deixar de ser, a revelação do novo Toyota GR (de Gazoo Racing, a denominação da equipa de competição da marca) Super Sport teve lugar no circuito de Fuji, no Japão e com o CEO do fabricante nipónico aos comandos. Fã da competição, Akio Toyoda fez questão de experimentar o futuro hiperdesportivo, à semelhança do que já tinha feito com o também novo Toyota Supra, modelo que terá de ver um mínimo de 100 unidades homologadas para circular em estrada, para que sobre essa base se possam construir os carros que vão correr nas próximas 24 Horas de Le Mans.

O GR Super Sport retirará muitos ensinamentos do Toyota TS050 Hybrid, que venceu as últimas edições da competição francesa. Com apenas tracção traseira, este novo tipo de veículo visa equilibrar as forças presentes no circuito, isto para evitar o que aconteceu nas últimas edições, que consistiram praticamente num passeio para o único fabricante presente a nível oficial. Segundo a regulamentação da Federação Internacional do Desporto Automóvel (FIA), o veículo de série e de competição devem partilhar chassi e mecânica, com a Toyota a prever que o GR Super Sport de estrada ronde os 1.000 cv.

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Com este nível de potência, o Toyota poderá bater o pé a outros hiperdesportivos que se aguardam para breve, do Mercedes-AMG One, também ele com cerca de 1.000 cv extraídos de um motor 1.6 Turbo de F1, associado a três motores eléctricos, ao Aston Martin Valkyrie. Este associa um nobre motor 6.5 V12 atmosférico a um sistema Kers, para extrair mais de 1.100 cv. De acordo com a nova regulamentação, que irá vigorar em Le Mans a partir da temporada 2020/2021, o clube organizador da mítica prova de resistência, o ACO, publicou este mês novas adendas ao regulamento da FIA, estipulando que as versões de competição terão um peso mínimo de 1.100 kg e uma potência total de 550 kW, ou seja, 750 cv, o que os coloca bastante abaixo dos actuais carros de LMP1, como os que venceram a edição deste ano.

O Toyota TS050 Hybrid que venceu em 2019 extraía 368 kW (500 cv) do motor 2.4V6 biturbo, para depois recorrer a mais 368 kW provenientes dos motores eléctricos, pelo menos enquanto possuísse energia na bateria. Isto significa que os carros de 2019 possuíam 1.000 cv (pelo menos em parte da volta) para um peso de somente 878 kg, enquanto os carros de 2020 vão pesar mais e ter menos potência. Tudo para reduzir a velocidade média e tornar a prova mais segura. Já a versão de estrada do GR Super Sport promete ser o desportivo mais possante jamais produzido pela Toyota.