Rádio Observador

Intervenção Militar

Explosão de mina terrestre fere dez membros de missão da ONU no Mali

Um veículo que transportava dez membros da missão das Nações Unidas no Mali atingiu uma mina no norte do país. Quatro pessoas ficaram feridas de forma grave. Os ocupantes receberam cuidados médicos.

O Mali tem sido palco de agitação desde 2012

ATEF SAFADI/EPA

Dez membros da missão das Nações Unidas no Mali ficaram feridos, quatro deles de forma grave, quando um veículo que os transportava atingiu uma mina no norte do país, anunciou a organização esta quinta-feira.

Segundo o porta-voz adjunto das Nações Unidas Farhan Haq, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA) está a investigar o incidente que ocorreu na manhã desta quinta-feira durante uma operação perto da cidade de Kidal. Os ocupantes do veículo receberam cuidados médicos.

O Mali tem sido palco de agitação desde 2012, motivada por uma insurreição liderada por soldados rebeldes com o objetivo de derrubar o Presidente.

As consequências destes eventos conduziram ao surgimento de forças ‘jihadistas’ no território maliano, apenas afastados do poder em 2013, após uma guerra liderada por França.

Ainda assim, a presença de ‘jihadistas’ mantém-se no centro do país, e a nação situada na África Ocidental continua sob ameaça de grupos associados à Al-Qaeda e ao autoproclamado Estado Islâmico (EI), que em 2015 abandonaram o árido norte do país para a região central, mais povoada.

Na quinta-feira, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, António Silva Ribeiro, disse à agência Lusa que Portugal poderá enviar seis militares e um avião C-295 da Força Aérea para o Mali durante seis meses no próximo ano. Atualmente há dois oficiais portugueses no quartel-general.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou em 28 de junho a extensão do mandato da sua missão no Mali por mais um ano, para combater a violência no centro do país e restabelecer a autoridade governamental.

A MINUSMA foi estabelecida em 2013 e tem sido a mais mortífera entre as missões lideradas pela ONU, com 185 vítimas mortais entre os capacetes azuis.

A resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU sublinhou que a principal missão dos 16.000 operacionais destacados naquele país continua a ser a implementação de um acordo de paz assinado em 2015.

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