As principais etapas da Liga Diamante de atletismo raramente deixam de contar com os principais nomes em cada uma das especialidades e o concurso do triplo salto é um exemplo paradigmático disso mesmo, com um total de oito atletas com medalhas de ouro olímpicas, mundiais, europeias e americanas que deixam em aberto qualquer etapa em qualquer dia. Este sábado, em Londres, Will Claye, um dos maiores especialistas da atualidade, acabou por não marcar presença. No entanto, este parecia ser sempre o dia de Pedro Pablo Pichardo, que ganhou a prova com a melhor marca pessoal do ano.

Com Christian Taylor, bicampeão olímpico e tricampeão mundial, muito longe dos 17,82 que conseguiu fazer na Liga Diamante no Mónaco (naquela que foi também a sua melhor marca do ano), Pedro Pablo Pichardo assumiu a liderança do concurso logo no primeiro salto com 17,14 e melhorou essa marca à terceira tentativa com 17,35, numa prova atípica para o nível dos nomes envolvidos onde não houve mais ninguém a saltar acima dos 17 metros nas quatro primeiras tentativas a não ser o luso-cubano, que voltou a reforçar a liderança no concurso com 17,53 no quarto salto.

Nas duas últimas tentativas, Taylor ainda se aproximou dos registos habituais mas acabou por fazer 17,03 e 17,19 que não lhe valeram mais do que o segundo lugar. Hugues Fabrice Zango, do Burquina Faso, fechou o pódio com a terceira posição (16,88). Participaram ainda o azeri Alexis Copello (16,80) e o britânico Benjamin Williams (16,45), que completaram o top 5.

Já Nelson Évora, que terminou no quinto lugar no Mónaco na semana passada a um centímetro apenas de conseguir os mínimos olímpicos (fixados em 17,14), teve uma prova muito aquém em Londres, ficando na sexta posição com modestos 16,37 entre quatro saltos nulos e um primeiro totalmente falhado a 13,90. De referir que a marca de 17,13 no Principado tinha sido a primeira vez que o campeão olímpico de 2008 ultrapassara a barreira dos 17 metros em 2019.