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Salário mínimo deve continuar a subir “com ponderação, mas também com ambição”, diz ministro do Trabalho

Vieira da Silva diz que que o valor do salário mínimo nacional deve continuar a aumentar “com cautela, com ponderação, mas também com ambição”. 755,9 mil pessoas receberam esta remuneração em abril.

José Vieira da Silva já afirmou que não vai integrar o próximo Governo

David Martins

O ministro do Trabalho defendeu esta quarta-feira que o valor do salário mínimo nacional deve continuar a aumentar “com cautela, com ponderação, mas também com ambição” e sugeriu um novo modelo de negociação para a próxima legislatura.

José Vieira da Silva, que já admitiu, em entrevista ao jornal Expresso, que não vai integrar o próximo Governo, falava durante a apresentação, em Lisboa, de um estudo sobre os 45 anos do salário mínimo nacional elaborado pelo Gabinete de Planeamento e Estratégia do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A experiência mostra-nos que podemos continuar, com cautela, com ponderação, mas também com ambição, a ter uma política de evolução do salário mínimo que vá ao encontro destes dois grandes objetivos de melhorar o bem estar e diminuir as desigualdades, sempre sem por em causa os fundamentos da economia portuguesa”, sustentou o governante em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia.

Sem adiantar valores para uma atualização do salário mínimo em 2020 porque isso “é algo que terá de se discutido” com o novo Governo saído das eleições de outubro, Vieira da Silva apontou caminhos para os próximos anos, sugerindo um novo modelo de negociação mais amplo, incluindo também os outros salários.

“Eu pessoalmente via como muito vantajoso que a evolução do salário mínimo fosse associada a um acordo sobre o aumento dos salários”, afirmou o ministro do Trabalho.

“Outros países o que o fazem é fixar um objetivo a médio prazo para a evolução dos rendimentos e depois há uma monitorização anual para ver se é necessário haver alguma correção”, explicou Vieira da Silva aos jornalistas.

Já antes, durante o seu discurso de apresentação do estudo, o ministro tinha considerado que “haveria uma enorme vantagem de combinar a evolução do salário mínimo com acordos salariais de âmbito muito mais vasto” porque, com o modelo atual pode haver “riscos efetivos de fratura do ponto de vista dos comportamentos da formação dos rendimentos”. Para Vieira da Silva, “a recuperação da negociação coletiva” poderá permitir concretizar esta nova solução no futuro.

O número de trabalhadores a receber o salário mínimo nacional, de 600 euros, era de 755,9 mil em abril, uma descida de 1,6% face ao período homólogo (menos 12 mil trabalhadores), segundo o estudo.

Nos primeiros quatro meses de 2019, a proporção de trabalhadores abrangidos pelo salário mínimo foi de 22,4%, menos 0,6 pontos percentuais comparando com o mesmo período do ano passado. O salário mínimo subiu de 505 euros em 2015 para 600 euros em 2019.

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