Manifestantes interromperam nesta terça-feira alguns serviços do metropolitano de Hong Kong, bloqueando as portas e impedindo a saída dos passageiros, noticiou a imprensa local.

De acordo com o jornal South China Morning Post, os serviços nas estações de Tiu Keng Leng e North Point sofreram atrasos e foram parcialmente suspensos durante a hora de maior movimento, provocando o caos e confrontos entre passageiros e manifestantes.

Alguns serviços foram também suspensos em Causeway Bay, zona comercial do território.

Nas principais artérias da cidade, registavam-se esta manhã longas filas de trânsito e nas paragens de autocarro.

Este último protesto faz parte de um movimento contra o governo que já viu centenas de milhares de pessoas saírem às ruas nos últimos dois meses e que já levou os governantes da China a dizerem que os manifestantes passaram dos limites e que cometeram ilegalidades. 

Os protestos começaram contra uma proposta de alterações à lei da extradição, que permitiria ao governo e aos tribunais da região administrativa especial chinesa extraditar suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas a contestação nas ruas generalizou-se e denuncia agora o que os manifestantes afirmam ser uma “erosão das liberdades” no território.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio “um país, dois sistemas”, precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.