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Amazónia: milhares protestam em Ipanema incluindo artistas e políticos

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Caetano Veloso, Maria Gadú, Sónia Braga, Glenn Greenwald e o ex-ministro do Ambiente, Carlos Minc, foram algumas das personalidades presentes nas manifestações que gritavam "Bolsonero", no Rio.

Domingo foi o terceiro dia consecutivo de manifestações pela preservação da maior floresta tropical do mundo

Marcelo Sayao/EPA

Milhares de pessoas, entre as quais vários artistas, como Caetano Veloso, políticos e intelectuais brasileiros, marcharam no domingo na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, em defesa da Amazónia e contra o Presidente do país, Jair Bolsonaro.

Empunhando cartazes onde se lia frases como “Queimem os fascistas, não o bosque” ou “Quanto vale o ar que respiras?”, os manifestantes ocuparam uma das mais conhecidas praias do Rio de Janeiro para protestar contra os incêndios que lavram há vários dias na Amazónia, descreve a agência EFE.

O cantor Caetano Veloso afirmou, em declarações à EFE, que se juntou ao protesto para lutar “pela Natureza” e contra “as decisões que estão a ser tomadas pelo atual governo”.

Caetano Veloso classificou como “inaceitável” a “postura oficial” de Bolsonaro no que ao Meio Ambiente diz respeito.

“Estou aqui para erguer a bandeira da preservação ambiental. Os incêndios na Amazónia reforçaram a importância de fazê-lo”, afirmou o cantor.

No protesto de domingo participaram também, entre outros, a cantora Maria Gadu, o ‘rapper’ Criolo, as atrizes Sónia Braga, Maitê Proença e Alinne Moraes, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald e o ex-ministro do Ambiente Carlos Minc, atualmente deputado estadual, que descreveu Bolsonaro e o atual detentor da pasta do Ambiente, Ricardo Salles, de “autênticos exterminadores do futuro sustentável”.

Ao ritmo de tambores e de samba, os manifestantes marcharam pelas ruas de Ipanema, gritando palavras de ordem como “Salvem a Amazónia”, “Fora Bolsonaro e Salles” e “Bolsonero”, numa alusão ao imperador romano Nero e ao grande incêndio da Roma Antiga.

Domingo foi o terceiro dia consecutivo de manifestações pela preservação da maior floresta tropical do mundo.

Além do Rio de Janeiro, realizaram-se protestos em Belo Horizonte, Piracicaba, no interior de São Paulo, e Porto Velho, a capital regional do estado de Rondonia, um dos mais afetados pelos incêndios e que desde sábado conta com um reforço de tropas militares no combate aos fogos.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.

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