As ameaças de parte a parte continuam. Depois de o chefe dos Guardiões da Revolução, o corpo de elite das forças armadas iranianas, ter avisado que qualquer país que tente atacar o Irão verá o seu território tornar-se “o principal campo de batalha” do conflito, foi a vez de a Arábia Saudita deixar bem claro que irá tomar as “medidas apropriadas” caso se confirme o envolvimento do Irão no ataque a duas das suas refinarias no dia 14 de setembro.

“O reino irá tomar medidas apropriadas baseadas nos resultados das investigações, de modo a assegurar a segurança e estabilidade”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, citado pela Reuters. “Temos a certeza de que o lançamento não foi feito no Iémen, veio do norte.”

Os ataques às duas instalações petrolíferas, que reduziram para metade a produção de petróleo saudita, foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas houthis. Os sauditas estão, contudo, convencidos de que estes não tiveram origem no sul, onde fica o Iémen, mas no norte, onde está o Irão.

Esta é também a opinião dos Estados Unidos da América, que impuseram esta semana novas sanções ao setor bancário iraniano e aprovaram o envio de tropas para o Golfo Pérsico para garantir a segurança da região em resposta aos ataques.

A Arábia Saudita está em contacto com os seus aliados para “tomar os passos necessários” assim que as investigações sauditas forem concluídas. Até agora, estas terão revelado que foram utilizadas armas iranianas nos ataques, levados a cabo com drones. “O reino apela à comunidade internacional para assumir a sua responsabilidade e condenar aqueles que estão por detrás deste ato e tomar uma posição clara e firme contra este comportamento imprudente que ameaça a economia global”, disse ainda Abel al-Jubeir, acrescentando que os iranianos pretendem dividir o mundo.

Os sauditas são os segundos maiores produtores de petróleo do mundo e os maiores exportadores. Este foi o maior ataque alguma vez realizado contra as suas instalações petrolíferas.