[Atenção: as imagens que se seguem podem ser consideradas chocantes]

Uma equipa de investigadores chineses recorreu a porcos vivos para fazer testes de colisão de carros. Resultado: sete porcos morreram e oito ficaram feridos com ossos partidos e hematomas internos depois de terem sido acorrentados a cadeiras e projetados contra paredes a mais de 30 km/h. O objetivo era testar cintos de segurança para crianças, avança o Jornal de Notícias, citando os resultados dessa investigação científica que foram publicados no início do ano do Internation Journal of Crashworthiness, mas que ganhou agora novo destaque com associações de defesa dos animais a tornarem o caso público e mediático.

O estudo baseou-se em três testes diferentes para testar três posições distintas do cinto de segurança, e o próprio relatório da investigação admite que os animais ficaram com lesões que provocaram, em alguns casos, a morte, sublinhado que foram realizadas autópsias para perceber exatamente a causa da morte. “As lesões sofridas pelos objetos de teste resultaram em sete mortes. Os tipos mais comuns de lesões incluem abrasão, contusão, laceração, sangramento e fratura”, lê-se. Segundo as conclusões da investigação, os pulmões foram o órgão mais afetado nas colisões, seguidos do baço e do fígado.

A PETA divulgou várias imagens que mostram o que a associação considerou ser um ato bárbaro para com os animais

Os sete autores do ensaio provém do Instituto de Medicina de Trânsito da Universidade Militar de Medicina, em Chongqing (China), e garantiram ao jornal Independent que respeitaram as regras norte-americanas sobre a utilização de animais de laboratório e que o estudo foi aprovado por um comité de ética. Ou seja, está dentro dos parâmetros legais.

Apesar de o estudo já remontar a janeiro deste ano, foi esta semana que a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) emitiu um comunicado a condenar os testes, descrevendo-os como “bárbaros”. Segundo a PETA, as empresas de testes de colisão rodoviários usam hoje em dia tecnologia avançada, recorrendo a manequins sofisticados e modelados em 3D e, em última análise, a cadáveres, não havendo qualquer necessidade de infligir dor a animais.