O prazo dado ao líder da coligação centrista Azul e Branco, Benny Gantz, para formar um governo em Israel termina esta quarta-feira, após as eleições em que nem o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem Gantz conseguiram apoio político suficiente.

No passado dia 23 de outubro, o Presidente israelita, Reuven Rivlin, confiou ao antigo chefe militar Benny Gantz a missão de formar um governo para ultrapassar o mais longo impasse político da história do país.

Nas eleições de 17 de setembro, o Azul e Branco conseguiu 33 lugares e o Likud (a força política de Netanyahu, direita) 32, tendo Netanyahu obtido o apoio de 55 deputados e Gantz o de 54, ambos aquém dos 61 necessários para conseguir uma maioria absoluta no parlamento (Knesset, 120 lugares).

Netanyahu manteve negociações com a formação Azul e Branco e com o antigo parceiro Israel Beiteinu (direita nacionalista secular), a força política de Avigdor Lieberman (ex-ministro da Defesa de Netanyahu), mas sem sucesso.

Ao longo do processo negocial, Benny Gantz afirmou que se recusava participar num governo dirigido por um primeiro-ministro ameaçado de ser acusado pela justiça por suspeitas de corrupção, referindo-se a Netanyahu e aos processos judiciais que sobre este impendem.

Recentemente, o Likud, partido do primeiro-ministro de Israel anunciou uma aliança com o partido de extrema-direita Nova Direita, o que diminui as possibilidades do centrista Benny Gantz formar uma coligação governamental.

O Presidente israelita confiou a Benny Gantz, um antigo chefe das Forças Armadas, um prazo de 28 dias para tentar ultrapassar o desafio, mas caso não obtenha sucesso Rivlin pedirá ao parlamento um candidato para formar o governo.

Em caso de falhanço, Israel deverá convocar novas eleições legislativas, que seriam as terceiras em menos de um ano.