Ao sexto jogo na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica conseguiu marcar mais do que dois golos. Ao sexto jogo na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica conseguiu não sofrer golos. Ao sexto jogo na fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica fez os melhores 90 minutos europeus da temporada, dominou o Zenit e assegurou a presença na Liga Europa e a manutenção nas competições europeias.

Os números deixam claro o controlo encarnado face à equipa russa: rematou mais 13 vezes, fez mais cinco remates enquadrados e só permitiu o único que o Zenit fez aos 77 minutos e teve mais de 60% de bola. Ainda assim, a equipa de Bruno Lage acabou por sofrer nos últimos minutos — o empate do Lyon frente ao Leipzig deixava o Zenit a apenas um golo da Liga Europa — e só respirou quando o árbitro apitou para o final da partida e confirmou o terceiro lugar dos encarnados no Grupo G desta edição da Liga dos Campeões.

Contas feitas, o Benfica conseguiu mesmo igualar aquela que era a maior vitória no atual formato da Liga dos Campeões: um 3-0 ao Celtic, também na Luz, já em 2006. Os três golos marcados ao Zenit tornaram ainda esta campanha encarnada na liga milionária uma das mais concretizadoras de sempre, igualando os dez golos de 2015/16 e 2016/17. Na flash interview após o final do jogo, Bruno Lage sublinhou o “controlo emocional” da equipa. “Foi uma exibição segura, tranquila, e conseguimos fazer um bom jogo. Isso deixa-nos satisfeitos”, acrescentou o treinador.

“O que fazemos é, a cada momento, preparar o melhor onze. Na primeira jornada, Cervi não teve a felicidade de marcar e hoje [terça-feira], seis jogos depois, é ele que abre o marcador. É preciso em cada momento entender a forma dos jogadores e escolher em função da estratégia e do adversário. Depois, é preciso vir para os jogos sem emoções e fazer o nosso jogo, independentemente de ser a Liga dos Campeões, a Taça ou o Campeonato”, concluiu Lage.