Abdesselam Tazi, 65 anos, foi encontrado morto na cela onde estava preso na cadeia de alta segurança do Monsanto, em Lisboa, avançou fonte da PSP ao Diário de Notícias, que fala em “morte natural”. O marroquino foi condenado em primeira instância a uma pena de cadeia de 12 anos de prisão por crimes de recrutamento para as fileiras do Estado Islâmico, mas negou sempre a tese do Ministério Público.

Tazi, que foi condenado em julho de 2019, embora estivesse em preventiva em Monsanto desde 2017. O arguido foi condenado por, em Portugal, recrutar para o auto-proclamado Estado Islâmico operacionais para o grupo extremista. Acusado de oito crimes, como adesão a organização terrorista internacional, falsificação com vista ao terrorismo, recrutamento para o terrorismo, financiamento do terrorismo e quatro crimes de uso de documento falso com vista ao financiamento do terrorismo, só o crime de adesão a organização terrorista internacional não foi provado em primeira instância.

O Tribunal da Relação de Lisboa adiou para 22 de janeiro a decisão quanto ao seu recurso, que estava marcado para esta quarta-feira dia 8 de janeiro. Ao Observador o advogado Lopes Guerreiro revelou que esta decisão poderá, eventualmente, ter causado alguma “ansiedade ao cliente”, a única explicação que encontra uma vez que Tazi era um homem saudável, que fazia desporto e que não tinha qualquer problema no meio prisional.