Pelo menos três pessoas morreram e sete ficaram feridas devido a um incêndio na terça-feira que se seguiu à explosão de uma fábrica petroquímica em Tarragona, Espanha, confirmou esta quarta-feira a Proteção Civil. A terceira pessoa estava em estado grave no hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, onde permanece internada uma segunda pessoa em estado muito grave, e morreu na tarde desta quarta-feira.

No início da manhã desta quarta-feira, ao serem retomadas as buscas interrompidas durante a madrugada por questões de segurança, tinha sido encontrada a segunda vítima. Na terça-feira, as autoridades tinham já avançado a morte de um homem na sequência de um desabamento provocado pela explosão.

Os bombeiros da região da Catalunha avançaram que a situação está agora “estável”.

Duas fortes explosões na terça-feira às 18h45 locais (17h45 em Lisboa) originaram um incêndio de grandes dimensões na zona industrial da petroquímica de Tarragona, para onde foram deslocados os bombeiros e equipas de emergência, que acionaram o alerta de emergência química.

A explosão foi percetível em todas as povoações dos arredores do complexo petroquímico e fez estremecer as janelas de alguns edifícios.

A IQOXE anunciou esta manhã a abertura de “uma investigação interna” sobre o acidente.

Em comunicado, a empresa, que é propriedade do grupo industrial Cristian Lay, sediado na Extremadura espanhola, esclareceu que a fábrica afetada “entrou em funcionamento em junho de 2017 e tem funcionado normalmente” desde então. A investigação interna deve “detetar as causas do acidente e as suas consequências”, acrescenta a empresa.