Harry e Meghan Markle vão perder os títulos reais e os financiamentos públicos já a partir desta primavera, de acordo com um comunicado publicado pelo Palácio de Buckingham. O casal acordou igualmente repor os fundos utilizados na renovação da Frogmore Cottage, em Windsor.

Harry e Meghan deverão manter os títulos de duque e duquesa, mas deixarão de ser tratados por “sua alteza real”.

No comunicado divuglado pelo Palácio de Buckingham lê-se que “o duque a duquesa de Sussex estão gratos a Sua Majestade e à família real pelo apoio contínuo no próximo capítulo das suas vidas”.

Tal como acordado, “eles compreendem que têm de se afastar dos deveres reais”, motivo pelo qual “já não vão receber financiamentos públicos”. “Com a bênção da rainha, os Sussex vão continuar a manter os seus patrocínios e associações particulares”, continua o comunicado que refere taxativamente que os duques passarão a estar impedidos de representar formalmente a rainha Isabel II. “Os duques já não vão usar os títulos reais pois já não são membros em funções da família real.”

Fica ainda claro que Harry e Meghan vão devolver o dinheiro usado para remodelar Frogmore Cottage, cujas obras demoraram seis meses e ficaram em cerca de 2,7 milhões de euros. Parte dos trabalhos destinaram-se a tornar o edifício mais habitável, dada a sua composição original de cinco edificações separadas. O valor saiu do Fundo de Soberania, o fundo composto por dinheiros públicos que se destina a suportar os deveres oficiais da rainha e a manutenção dos palácios reais ocupados.

Harry e Meghan ficam assim isentos de receber financiamento público. Até então, o Fundo de Soberania cobria 5% das despesas do casal, tal como já antes explicou o Observador. Segundo o site australiano News, 5 milhões de libras (de um total de 82 milhões) era o valor anual separado pela rainha para os dois filhos do príncipe de Gales, sendo a fatia destinada aos duques de Cambridge consideravelmente maior. O resto ficava por conta de Carlos, ou seja, 95% das despesas dos duques de Sussex eram até agora suportadas pelo próprio príncipe de Gales, através dos rendimentos do Ducado da Cornualha. Falamos de uma propriedade com cerca de 53.000 hectares que também providencia o sustento de William e Kate.

Ainda no comunicado, a rainha afirma que “reconhece os desafios” que o casal Sussex teve de enfrentar nos últimos dois anos na sequência de um “escrutínio intenso” e que apoia o desejo de Harry e de Meghan em terem “uma vida mais independente”.

Nos primeiros dias do ano, os Sussex anunciaram na respetiva conta de Instagram a intenção de abandonarem os cargos de membros seniores da família real britânica, deixando expressa a vontade de serem “financeiramente independentes”. O anúncio que tomou o Reino Unido — e o resto do mundo — de surpresa obrigou a rainha a convocar uma reunião de emergência, na qual foi decidido que a família real britânica iria apoiar Harry e Meghan e que os contornos da nova e inusitada situação seriam negociados nos próximos dias.

“A minha família e eu apoiamos inteiramente o desejo de Harry e Meghan de criarem uma nova vida enquanto jovem família. Embora preferíssemos que se mantivessem a trabalhar a tempo inteiro como membros da família real, respeitamos e entendemos a sua vontade de levar uma vida mais independente […]”, afirmou à data a rainha através de um comunicado.

É esperado que Harry e Meghan passem agora a viver entre a América do Norte e o Reino Unido, num caso mediático que ficou imediatamente conhecido como Megxit.