Já foi declarada a “emergência internacional” pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os vários países garantem que estão a fazer tudo o que está ao seu alcance para travar a propagação do vírus. No entanto, segundo dados compilados pelo El Confidencial, o coronavírus tem uma  capacidade de propagação superior a outras epidemias recentes, como a gripe A, de 2009, ou o surto de SARS, de 2003.

O jornal espanhol comparou a evolução do número de infetados no primeiro mês dos três surtos — no caso do coronavírus os cálculos foram feitos até ao 22.º dia. E, nesse dia, esta epidemia já tinha mais casos registados do que os outros dois surtos na mesma altura.

A propagação do coronavírus face à gripe A e à SARS

A nova epidemia supera ainda a gripe A e a SARS no que toca ao número de mortes.

Número de mortes causadas no primeiro mês pelos três surtos

O El Confidencial recorda que, no século XXI, já se registaram várias pandemias — epidemias que se alastram a outros territórios —, embora não tenham tido o impacto destes três surtos nos primeiros dias. Por exemplo, a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS) esteve ativa durante dois anos, mas só escalou na Primavera de 2014, na Arábia Saudita.

Já o surto de ébola, na África Ocidental, foi um dos que mais vítimas causou neste século. Teve início em março de 2014, embora só no final desse ano tenham começado a disparar os casos detetados — até atingir 28.637 em novembro de 2015.

Número total de mortes de algumas pandemias do século XXI

Taxa de letalidade de cada surto até ao momento

No entanto, nem a SARS nem a MERS mantiveram a capacidade de infeção por muito tempo. Um outro indicador que permite analisar o impacto do vírus é a taxa de letalidade, ou seja, a percentagem dos que, tendo contraído a doença, dela morrem.

Segundo o jornal espanhol, a taxa de letalidade do coronavírus aumentou nos últimos dias de 2,8% para 4%, mas ainda está longe dos registos da MERS ou da SARS.