O último mês de janeiro foi o mais quente dos últimos 141 anos, segundo os registos de temperatura global da National Oceanic and Atmospheric Administration – NOAA (em português, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica). A temperatura média global da superfície terrestre e oceânica no mês passado foi de 1,14 graus Celsius, ultrapassando o recorde anterior do mês de janeiro de 2016 (1,12 graus).

De acordo com os registos da NOAA, que tiveram início em 1880, os cinco meses de janeiro mais quentes foram registados desde 2016. E 2020 foi o segundo ano a registar temperaturas globais da superfície mais elevadas.

Também na Rússia, Escandinávia e no leste do Canadá as temperaturas atingiram recordes, 5 graus Celsius, um valor acima da média. Em Örebro, na Suécia, a NOAA registou a temperatura mais quente de janeiro na cidade desde 1858 (10,3ºC) e em Boston viveu-se o dia mais quente de janeiro, ao atingir 23 graus Celsius.

Segundo os peritos, as regiões da América do Sul, Europa, Ásia e as Caraíbas e o Havai registaram o segundo mês mais quente desde o início dos registos regionais em 1910. As análises científicas realizadas pelos cientistas da National Oceanic and Atmospheric Administration mostraram que 2020 pode estar entre os cinco anos mais quentes desde que há registos.

A Antártida também deu que falar nos últimos dias por ter atingido os valores mais altos de temperatura desde 1961.

Segundo a estação meteorológica argentina Esperanza, a 6 de fevereiro, a região registou um valor recorde de 18,3 graus Celsius. Mas não ficou por aqui. A Signy Research Station (em português, Estação de Pesquisa Signy) avançou esta quinta-feira que a Antártida atingiu um novo recorde de temperatura no passado domingo: 20,75 graus Celsius, registados por cientistas brasileiros na ilha Seymour, que consideram este valor “incrível e anormal”.