A União Europeia (UE) disponibilizou 12 milhões de euros para reforçar o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi) angolano, principalmente para o desenvolvimento da cadeia de valor do café.

A informação foi transmitida esta quarta-feira, em Luanda, pelo embaixador da União Europeia em Angola, Tomas Ulicny, na abertura de um workshop de apresentação e validação dos resultados preliminares sobre o estudo da cadeia de valor do café em Angola.

Ao longo de cinco anos da sua implementação, o estudo pretende “melhorar o crescimento” e o “contributo” da cadeia de valor do café na diversificação da economia angolana, através do “reforço da capacidade” de instituições como o Instituto Nacional do Café de Angola e a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola.

O estudo foi realizado pela Aliança Europeia sobre Conhecimento Agrícola para o Desenvolvimento (Agrinatura), em colaboração com os ministérios da Economia e Planeamento e Agricultura e Florestas angolanos, e financiado pela Unidade de Segurança Alimentar, Nutrição e Desenvolvimento Rural da União Europeia.

Segundo o diplomata europeu, o estudo pretende também a “facilitação do diálogo” de distintos atores privados envolvidos na cadeia de valor, da melhoria dos processos de certificação e qualidade do café através da “promoção e facilitação das exportações”.

Ao mesmo tempo, sublinhou o também chefe da delegação da UE em Angola, será incentivado o investimento nesta “fileira prioritária” para o governo angolano.

As vertentes produtivas, económica, social e ambientais constituem os eixos do estudo sobre a cadeia de valor do café em Angola, que se traduz num “primeiro passo” com vista ao “crescimento, inclusão e sustentabilidade” do setor cafeeiro angolano.