Os maiores grupos editoriais franceses anunciaram medidas para ajudar as livrarias independentes a ultrapassarem a crise gerada pelo novo coronavírus. O Governo francês decretou, no sábado, o isolamento social obrigatório e o encerramento de todas as lojas, excluindo as de bens essenciais.

A Hachette disse que ia suspender a publicação de novos títulos a partir desta quarta-feira no mercado francófono para que as livrarias possam antecipar o regresso à normalidade quando ele acontecer. Outra medida tomada pelo grupo editorial é a do adiamento por 60 dias dos limites de pagamento por parte das livrarias nos meses de março, abril e maio. A Hachette vai também preparar um plano financeiro para ajudar os livreiros independentes a superar a crise, de acordo com a The Bookseller.

A Editis revelou que também iria suspender o lançamento de livros entre 26 de março e o final de abril e que iria adiar o limite de pagamentos para junho. O grupo editorial Gallimard irá seguir o mesmo esquema, cancelando as publicações entre as mesmas datas.

França é um dos países europeus mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Existem perto de oito mil casos confirmados no país e o número de mortos ascende aos 175. A situação crítica levou o Governo francês a decretar o isolamento social obrigatório. Quem não cumprir o estabelecido pelo Executivo liderado por Emmanuel Macron, sujeita-se a pagar uma multa de 135 euros.

Segundo a The Bookseller, existem no país cerca de três mil livrarias independentes.