Portugal tem agora um total de 12.442 casos confirmados de Covid-19, segundo o Relatório da Direção-Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica desta terça-feira, dia 7 de abril. Houve um aumento bruto de 712 casos, num acréscimo percentual de 6%. Já o número de vítimas mortais subiu de 311 para 345, um aumento de 34 mortes que é o segundo pior desde o início da pandemia (apenas abaixo do salto de 37 registado na semana passada) e que representa uma subida na ordem dos 11%.

Os casos recuperados voltaram a subir: são agora 184, mais 44 do que esta segunda-feira, um aumento de 31,4%. Alentejo, Açores e Madeira mantêm-se sem óbitos. A região Centro foi a que mais cresceu em novos casos e em vítimas mortais, com subidas na ordem dos 16% em ambos os fatores.

Boletim DGS. Mais 85% de casos recuperados. Menor aumento de casos desde o acelerar da pandemia

A análise do Relatório da Direção Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica em Portugal desta segunda-feira, dia 6 de abril, pode ser feita através de vários pontos distintos, a saber:

Número total de casos, mortes e recuperados

Segundo pior dia em aumento de vítimas mortais desde o início da pandemia. Morreram 34 pessoas nas últimas 24 horas, um número que só fica abaixo do valor recorde de 37, registado na semana passada. A subida representa um acréscimo percentual na ordem dos 11% que coloca a taxa de mortalidade nos 2,8% e leva o número global de vítimas mortais para os 345. Ao nível de novos casos, e depois de esta segunda-feira se ter registado o menor aumento percentual diário (4%), a percentagem de subida de infeções volta esta terça-feira a aumentar. Segundo o Relatório da Direção-Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica desta terça-feira, dia 7 de abril, Portugal tem agora 12.442 casos confirmados, um aumento de cerca de 6% nas últimas 24 horas que representa um acréscimo bruto de 452 casos. Registam-se agora 184 casos recuperados, mais 44 do que na véspera, um aumento de 31,4%.

Caracterização dos óbitos

Só uma das 34 vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas tinha menos de 60 anos: trata-se de um homem com idade entre os 50 e os 59 anos. Os 33 óbitos restantes dizem respeito a pessoas acima dessa faixa etária. De destacar um aumento de 20,7% de mortes entre os 60 e os 69 anos (mais seis óbitos, de 29 para 35). Morreram mais sete pessoas entre os 70 e os 79 (aumento de 9,9%) e mais 20 acima dos 80 anos (aumento de 10%). Mantêm-se apenas 12 vítimas mortais com menos de 60 anos em Portugal: já morreram quatro pessoas entre os 40 e os 49 anos (um homem e três mulheres) e oito entre os 50 e os 59 anos (seis homens e duas mulheres).

Caracterização do número de casos por região

A região Centro cresceu 16% em novos casos e mais de 15% em vítimas mortais. A região Norte continua, porém, a ser a mais fustigada pelo coronavírus em Portugal: registam-se agora 7.052 casos confirmados no Norte do país, mais 346 do que ontem (mais 5,2%), e 186 vítimas mortais, mais 18 (mais 10,1%). Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 3.185 casos (mais 115, mais 3,8%) e 64 óbitos (mais quatro, mais 6,7%), e depois o Centro, com 1.521 casos (mais 245, mais 16%) e 88 mortos (mais 12, mais 15,8%). O Algarve tem agora 234 casos (mais cinco, mais 2,2%) e mantém as mesmas sete vítimas mortais que regista desde o fim de semana e o Alentejo continua sem registar qualquer óbito, tendo agora 85 casos confirmados (mais um, mais 1,2%). Ambas as Regiões Autónomas também continuam sem mortos e mantêm os números de casos apresentados no boletim desta segunda-feira, 68 nos Açores e 52 na Madeira.

Número de países e casos importados

Mais 20 casos importados e dois novos países de origem. O boletim desta terça-feira, dia 7 de abril, acrescenta dois países como origem de casos importados: Azerbaijão (um caso) e Guatemala (três casos), num total de 45 países de origem. A atualização da DGS dá ainda conta de mais 20 infetados importados, passando agora para um total de 639. Para além de Azerbaijão e Guatemala, os 20 novos casos são originários da Áustria, de Andorra, do Brasil, de Espanha, de França, do Reino Unido e da Suíça. Espanha continua a ser o país de onde Portugal importou mais casos (159), seguida de França (118) e Reino Unido (68). Dos 45 países, 20 registam apenas um caso de importação — Azerbaijão, Cabo Verde, Chile, Cuba, Dinamarca, Indonésia, Irão, Malta, Maldivas, Marrocos, México, Noruega, Paquistão, Polónia, Qatar, República Checa, Singapura, Suécia, Ucrânia e Venezuela.

Número de casos por grupo etário

Os casos acima dos 80 anos ultrapassaram os 1.500. São agora 1.617 os casos confirmados na faixa etária acima dos 80 anos, cerca de 13% dos 12.442 globais. A maior concentração de casos mantém-se entre os 40 e os 59 anos, onde estão confirmados 4.455 casos positivos, cerca de 35,9% do total. Existem 179 casos em crianças dos 0 aos 9 anos, mais cinco do que esta segunda-feira, e 1.600 entre os 10 e os 20 anos, mais 100 do que na véspera e cerca de 12,9% do número global de casos em Portugal.

Número de casos internados e nos cuidados intensivos

Casos hospitalizados crescem 7,4%. Mantém-se a tendência que se tem verificado nos últimos dias e que diz respeito a aumentos diários no número de pessoas internadas e em unidades de cuidados intensivos. Ainda assim, o aumento de pessoas hospitalizadas é esta terça-feira ligeiramente superior: registam-se mais 81 pessoas com necessidade de internamento, num número total que é agora de 1.180, uma subida de 7,4% (na véspera não chegava a 1,5%). Nos cuidados intensivos, a subida foi bem mais ligeira, com apenas mais um caso, chegando ao número global atual aos 271.

 Número de casos suspeitos, não confirmados, em vigilância e a aguardar resultados

Menos 58 pessoas à espera do resultado do teste à Covid-19. Depois da queda abrupta desta segunda-feira, em que o número de pessoas à espera de resultado laboratorial caiu em 462 pessoas, registam-se agora 4.442 pessoas a aguardar resultados. 25.070 estão ainda sob vigilância das autoridades de saúde, um aumento exponencial de 1.600 face às 23.470 indicadas no boletim da véspera. Existem agora 82.846 casos não confirmados.

Caracterização dos casos por género

3.655 mulheres infetadas entre os 30 e os 59 anos. Mantém-se a tendência de distribuição por género em Portugal, com as mulheres infetadas a serem agora 7.051 em números totais (56,7% do total de casos no país), quando esta segunda-feira eram 6.601. Em comparação, existem 5.391 homens infetados. As faixas etárias mais afetadas, tal como acontece nos valores que englobam os dois géneros, encontram-se entre os 40 e os 59 anos, onde 2.634 mulheres estão infetadas. Para se entender a disparidade de infeções entre homens e mulheres, basta atentar para o facto de existirem quatro faixas etárias em que as mulheres registam mais de mil casos (dos 30 aos 39, dos 40 aos 49, dos 50 aos 59 e acima dos 80), enquanto que os homens estão abaixo dessa fasquia em todas as faixas etárias.

Número de casos por concelho

Lisboa continua a ser o concelho com mais casos: 754, mais 55 do que apresentado no boletim da véspera. Porto (730), Vila Nova de Gaia (551), Gondomar (528), Maia (465), Matosinhos (416) e Braga (407) são os concelhos que se seguem. Além destes, existem já outros seis concelhos com mais de duas centenas de casos positivos: Cascais (203), Santa Maria da Feira (231), Coimbra (233), Ovar (247), Sintra (299) e Valongo (387).

Caracterização dos casos confirmados por sintomas

Tosse e febre continuam a ser os principais sintomas. Os sintomas apresentados entre os casos de testes positivos (com informação respeitante a 78% desses casos, mais 1% do que na segunda-feira) mantêm-se praticamente inalterados em relação aos últimos dias, com maior preponderância de tosse (59%, menos 1%) e febre (46%), seguidas de dores musculares (31%, menos 1%) e cefaleias (28%). Fraqueza generalizada (24%) e dificuldades respiratórias (17%) são os sintomas com menor taxa de incidência.