A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), anunciou esta segunda-feira o “Santa Casa Challenge COVID-19”, um concurso para promover ideias digitais para ajudar a combater o isolamento social que o novo coronavírus criou aos idosos. Ao todo, há 100 mil euros em jogo que vão ser atribuídos entre as quatro ideias vencedoras propostas por startups. As candidaturas estão abertas até 29 de abril.

“Santa Casa Challenge” é um modelo de concurso anual criado pela SCML em 2016. Esta “edição extradordinária” continua a ter como objetivo premiar “problemáticas de âmbito social ou ambientais específicas para desafiar projetos com provas já dadas no mercado a desenvolver soluções”, afirma a entidade em comunicado. Contudo, este ano, durante a pandemia, o objetivo é colmatar os efeitos do novo coronavírus.

Dada a emergência mundial de saúde pública que se vivemos, provocada pela pandemia da COVID 19, urge aplicar o modelo Santa Casa Challenge, que já tem tido resultados extraordinários, a esta realidade. Precisamos de reagir aos efeitos sociais negativos, a curto e longo prazo, produzidos pela pandemia na população idosa, que é mais vulnerável”, diz SCML.

Inês Sequeira, diretora do departamento de empreendedorismo e economia social da SCML, que promove o concurso, afirma em comunicado que este concurso surge para se “reagir aos efeitos sociais negativos” da Covid-19. “Parte da nossa missão é também apoiar projetos e empreendedores sociais, fazendo a ponte com desafios reais que organizações como a Santa Casa vivem no terreno, para que possam desenvolver e implementar as suas soluções de uma forma eficaz”, justifica a diretora na SCML.

Como explica a SCML, as ideias premiadas vão ser sujeitas a “um rigoroso processo de seleção” e vão poder ser implementadas por esta entidade “ou pelos seus parceiros, na missão conjunta de apoio à população”. Os vencedores vão ser conhecidos numa sessão pública em Lisboa a 12 de maio. Podem candidatar-se “startups em atividade e empresas tecnológicas, em particular, do domínio digital”. A entidade justifica esta restrição por pretender “captar soluções já desenvolvidas, eventualmente noutros domínios, e não ideias sem comprovada exequibilidade e impacto”.

As soluções têm de ter como base “ferramentas ou instrumentos digitais já desenvolvidos que possam ser rapidamente adaptados e aplicados à situação específica dos idosos em isolamento social; Prontos para projetos piloto com a duração máxima de seis meses tendo em vista a validação dos produtos ou serviços neste contexto específico”, diz ainda a página do concurso.