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2020 ia ser “o” ano. Casado desde 2014 com Farjana, pai de Ayesha, uma menina de quatro anos, e de Fuadul, o bebé de um ano e oito meses que só conhecia através das vídeochamadas que fazia para Dhaka, Zahirul Islam tinha finalmente começado a tratar da papelada para se reunir, em Lisboa, com a família que foi construindo à distância de mais de 9 mil quilómetros, nas viagens que, ano sim, ano não, fazia ao Bangladesh.

Em Portugal há apenas nove anos, era, aos 29, um empresário de considerável sucesso, patrão de oito funcionários e proprietário de vários negócios, entre os quais uma loja de souvenirs na Rua da Prata; um restaurante, o Masala, onde conjugava as especialidades do país onde nasceu com as dos vizinhos Índia e Paquistão; e ainda um pequeno hostel, o Lisbon Knock, com cinco quartos e duas casas de banho — estes últimos ambos na Rua do Benformoso, na zona do Martim Moniz.

Zahiral Islam chegou a Portugal em 2011. Morreu nove anos depois, com Covid-19

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