O Produto Interno Bruto (PIB) de França caiu 5,3% no primeiro trimestre do ano, menos que os 5,8% que tinha sido anunciado em abril, informou esta sexta-feira o gabinete de estatísticas francês (Insee).

Com esta queda, França iguala o pior dado histórico desde que há registo, do segundo semestre de 1968, na altura da revolta estudantil de maio de 1968.

A justificação para a revisão de meio ponto percentual, de acordo com o Insee, prende-se pela alteração de certas estimativas e extrapolações feitas no mês de março muito afetadas pelas medidas de confinamento.

O gabinete de estatísticas também atribui esta alteração ao facto de as revisões dos números do primeiro trimestre serem geralmente maiores do que nos outros períodos do ano devido à necessidade de ajustar os dados trimestrais com as contas anuais de anos anteriores.

A queda anunciada esta sexta-feira confirma, em qualquer caso, a recessão técnica de França, após a queda do PIB em 0,1% no último trimestre de 2019, refere a agência EFE.

A taxa de poupança das famílias, por sua vez, cresceu para 19,6%, contra 15,1% no trimestre anterior.

As últimas estimativas do Insee, divulgadas há dois dias, sugerem que a economia francesa cairá cerca de 20% no segundo trimestre, e que em todo o ano a queda do PIB será de, pelo menos, 8%.

Isso significa que, de acordo com essas estimativas, França sofrerá a recessão mais profunda desde que iniciou a série estatística de contas nacionais, que começou em 1948.