O Alentejo é um destino de férias “ainda mais apetecível para todos” este verão, devido aos indicadores regionais da Covid-19, mas “é preciso manter a guarda”, alertou esta terça-feira o secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional.

Segundo o secretário de Estado Jorge Seguro Sanches, que assume a coordenação no Alentejo da situação de calamidade relacionada com a Covid-19, a região já era “normalmente” um território de atração de turistas.

Mas, agora, “até pelos indicadores que nós temos em relação” à doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), “o Alentejo é um destino ainda mais apetecível para todos”, reconheceu, numa conferência de imprensa em Évora.

Jorge Seguro Sanches, que assumiu que ele próprio possui casa na região, onde passa as férias e tempos livres, considerou que o território vai enfrentar “um desafio” nestes meses de verão, porque passará “a ter mais pessoas”, havendo apenas uma resposta a dar.

“O facto de termos estes indicadores [da Covid-19] é mais um fator para que as pessoas sintam ainda mais vontade” de “vir para o Alentejo” e, perante este cenário, há “só uma atitude” a adotar: “Ser exigentes connosco e com os outros”.

E, assim, “acho que todos temos espaço no Alentejo para estar durante as férias, para vir à praia”, mas é preciso “ser exigentes”, enfatizou, considerando que não é preciso fazer “mais nada de diferente em qualquer outra zona do país”.

Na conferência de imprensa, o secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional anunciou ser “elevada” a taxa de recuperação da Covid-19 na região, onde, além de uma vítima mortal, existiam “268 casos registados” pela Direção-Geral da Saúde (DGS), até segunda-feira — o boletim epidemiológico desta terça-feira dá conta que o total subiu para 273.

O governante revelou que, até à data, “há menos de 30 casos ativos” de Covid-19 no Alentejo e que, desde o início da pandemia e até segunda-feira, foram realizados mais de 23 mil testes à doença, o que significa que “cerca de 5% da população já foi testada”.

Questionado pelos jornalistas, a propósito da época balnear e da chegada de mais pessoas à região, o coordenador regional admitiu que “a menor densidade populacional” tem sido “um dos fatores” que tem “defendido” o Alentejo, mas “não é o único”.

Mesmo nas cidades, os números da Covid-19 “têm sido muito animadores”, pelo que os indicadores positivos estão, “acima de tudo”, relacionados com “o facto de haver uma grande consciencialização por parte dos alentejanos, que é algo que estou convencido que vai continuar” a existir, frisou.

Apesar da mensagem animadora, Seguro Sanches fez questão de alertar que “nada está conquistado” e “é preciso manter a guarda” e “continuar com todos os cuidados”, entre os habitantes e perante os visitantes.

“Já agora conseguir que todos aqueles que nos visitam percebam que esse é também um dos aliciantes do Alentejo, para que a doença não consiga disseminar-se na nossa região”, vincou.

Portugal contabiliza pelo menos 1.492 mortos associados à Covid-19 em 35.306 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da DGS.