Há três casos de Covid-19 no Hospital Prisional de Caxias. A denúncia foi feita ao Observador pelo presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, e confirmada pela Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP), assim como pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde, que acrescentou que as situações correspondem à área da cozinha.

À Rádio Observador, Jorge Alves tinha alertado para o risco de contágio tanto dos reclusos que ajudam na cozinha como de guardas destacados para os vigiar. O sindicalista adianta que os reclusos já estão isolados, mas pede à Direção-Geral da Saúde (DGS) e à DGRSP que ajam rapidamente.

“Há casos positivos no hospital prisional de Caxias e risco para reclusos e guardas”

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Na terça-feira, a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, garantiu que não havia casos de coronavírus nas prisões portuguesas. O sindicato revela agora que nas últimas horas o Estabelecimento Prisional de Caxias foi avisado pelas autoridades de saúde que a situação se alterou.

Pessoas que contactaram com os três casos confirmados estão a ser testadas

Ao Observador, a DGRSP adiantou que as três infetadas são trabalhadoras de uma empresa externa que presta serviços no Hospital Prisional de Caxias. Fonte oficial disse ainda que as funcionárias estão assintomáticas e que a indicação que tem é que são trabalhadoras de limpeza (a DGS fala em trabalhadoras da área da cozinha). Num comunicado, o Ministério da Justiça acrescenta que as funcionárias estão em isolamento domiciliário, “tendo, no Hospital Prisional, sido feita a avaliação dos contactos de proximidade suscetíveis de contágio”.

No caso dos trabalhadores, os restantes resultados de testes recebidos são, até ao presente momento, todos negativos, sendo que os reclusos e os guardas prisionais identificados como contactos de proximidade suscetíveis de contágio estão igualmente a ser testados, aguardando-se os resultados”, refere ainda.

O Ministério da Justiça frisa também que, no Hospital Prisional, a utilização dos equipamentos de proteção individual é obrigatória “em todas as circunstâncias e que até ao presente momento se conhecem cerca de 3.300 resultados do rastreio nacional, sendo todos negativos”, à exceção dos três casos agora confirmados.

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, disse também, na conferência de imprensa diária, que “estão a ser tomadas todas as medidas de rastreamento dos contactos e vigilâncias necessárias”.