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Domingo é, por regra, um dos dias da semana em que os números expressos no boletim são mais baixos. Além da segunda-feira onde a tendência é sempre diminuir, mas esta semana a diferença pouco expressiva faz antever uma escalada no número de infetados nos próximos dias. O regresso às aulas está agendado e os pais terminam os preparativos para regressar também ao emprego, alguns depois de longos meses de ausência. O que dizem os números do boletim deste domingo?

Há mais 673 novos casos — um número pouco inferior ao registado na sexta-feira (687), por exemplo — e sete mortos a registar nas últimas 24 horas e as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte continuam a ser as que maior concentração de novas infeções registam diariamente. O primeiro-ministro já tinha avisado que as Áreas Metropolitanas, devido à concentração populacional, geram maiores preocupações e também aí as regras do estado de Contingência que entra em vigor na terça-feira serão mais apertadas.

Contas feitas, este é o pior terceiro domingo desde o início da pandemia e das semanas com maior número de casos. Desde a semana de 5 a 12 de abril que não havia um aumento tão grande de casos numa semana. Nessa altura entre 5 e 12 de abril registaram-se mais 5.307 novos casos e desde 26 de abril que o número total semanal era inferior a 3.000.

Agora, com 3.725 o total semanal aproxima-se dos registados entre 12 e 19 de abril (3.621) e 19 a 26 de abril (3.477) embora seja, ainda assim, superior a essa faixa temporal em pleno estado de emergência decretado pelo Presidente da República.

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A atual situação contrasta com a registada precisamente há um mês quando os números semanais eram os mais baixos do período da pandemia. Entre 2 e 9 de agosto, por exemplo foram registados em Portugal mais 1.205 novos casos menos do que somando apenas a sexta-feira e o domingo desta semana (1.360).

Lisboa e Vale do Tejo volta a ter maior parte do total dos novos casos

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que concentra maior percentagem do total de novos casos diária.

Com mais 319 casos registados nas últimas 24 horas, representa cerca de 47% do total, seguida da região Norte com 35% (mais 236 casos), a região do centro (mais 39 casos), o Alentejo (26 casos), o Algarve (7 casos) e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira com mais dois e um caso, respetivamente.

No que diz respeito às sete vítimas mortais, todas tinham mais de 70 anos, segundo o boletim da DGS. Um dos mortos, um homem, estava na faixa etária dos 70 aos 79 anos e os restantes cinco (quatro homens e uma mulher) tinham todos mais de 80 anos.

Seis perderam a vida na região de Lisboa e Vale do Tejo e um na região Norte. A Região Autónoma da Madeira é a única que, seis meses depois do início da pandemia, continua sem registar qualquer vítima mortal.

Número de casos em internamento e ativos também aumenta

Ainda que haja menos duas pessoas em unidades de cuidados intensivos que no boletim de sábado (quando o número de internamentos teve uma grande subida), este domingo há mais 14 pessoas internadas em enfermarias gerais.

Boletim DGS. Há quatro meses que o número de internados não subia tanto em 24 horas

No total, o número de casos ativos no país é agora de 18.047, mais 491 que no boletim de sábado. Nas mesmas 24 horas foram dados como recuperados mais 175 doentes, sendo agora o total de recuperados de 44.069. Desde maio que o número de casos ativos não era tão elevado. A DGS fez na altura um acerto no número de recuperados e, olhando para todos os relatórios de domingos desde então o número de casos ativos nos meses de maio, junho e julho rondou sempre os 12 ou 13 mil, tendo começado a subir no final de agosto para a casa dos 14 mil e, no primeiro fim de semana de setembro eram já 15.465. Esta semana o aumento foi de mais 2.582 casos ativos.