Nas vésperas da entrega do Orçamento do Estado na Assembleia, no rescaldo da primeira vaga da pandemia e no rescaldo daquele que foi o tema mais mediático da rentrée, a Festa do Avante, a sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã mostra o PS a perder gás e a atingir o valor mais baixo desde abril. Se as eleições fossem hoje, o PS teria 37,4% das intenções de voto, mais 2,2 pontos face a agosto mas longe dos 40% que registou em maio e junho.

O PS é o partido que mais perde nesta sondagem, cujos dados foram recolhidos entre os dias 4 e 9 de setembro. Em agosto, o PS tinha recuperado para 39,6%, parecendo voltar ao pico, mas agora a queda é acentuada. O Bloco de Esquerda, por outro lado, é o que mais sobe, passando de 8,5% para 9,9% das intenções de voto, e aproximando-se dessa forma dos 10,4% que tinha registado em julho.

Direita reforçada com Chega apanha PS nas intenções de voto mas não ultrapassaria uma “geringonça” reeditada

A CDU, por seu lado, perde um ponto percentual, aparecendo em setembro com 5,1% das intenções de voto. Jerónimo de Sousa vê a sua imagem perder força junto do eleitorado, passando de uma nota de 2,5 pontos para 2,3. Já Catarina Martins passa de uma nota de 2,8 para 3,1. Ainda assim, a esquerda junta continua a ser maioritária, apresentando um total somado de 52,4% das intenções de voto. A este bloco junta-se o PAN, que foi o único partido, a par do BE, que subiu nas intenções de voto, registando agora 4,1%.

Já os partidos da direita aparecem todos em queda ligeira, sem exceção. O PSD passa de 24,8% em agosto para 24,3% em setembro, o Chega passa de 7,9 para 7,4%, o CDS passa de 4,4% para 4,3% e o IL recua para 2,1% (tinha tido 2,8%). Juntos, contudo, os partidos da direita continuam a valer mais do que o PS, valendo agora um total de 38,1% das intenções de voto.