A gigante de distribuição norte-americana Walmart decidiu retirar temporariamente armas e munições das prateleiras das suas lojas, anunciou na quinta-feira um porta-voz da cadeia.

A medida preventiva foi tomada a cinco dias de uma eleição presidencial tensa nos Estados Unidos e depois de violentos protestos em Filadélfia, que degeneraram em pilhagens e detenções após a morte de um cidadão negro às mãos da polícia local.

Assistimos a movimentos isolados de agitação social e, como já fizemos várias vezes nos últimos anos, retirámos as armas e as munições das prateleiras como medida de segurança para os nossos clientes”, justificou o porta-voz da Walmart, que vende armas em cerca de metade das suas lojas.

A mesma medida já tinha sido tomada pela cadeia de distribuição no verão passado, durante as manifestações que se seguiram à morte do afro-americano George Floyd sob custódia policial.

A decisão acontece também em vésperas de uma eleição presidencial com um contexto tenso e de em várias ocasiões o presidente Donald Trump ter afirmado que se recusará a ceder o poder pacificamente em caso de derrota.

No centro de Washington, capital dos Estados Unidos, vários prédios começaram já a barricar portas e janelas com placas de contraplacado em antecipação a possíveis protestos após a noite das eleições.