O Presidente dos EUA aprovou, na noite de quinta-feira, uma ordem executiva que coloca capital, Washington DC, sob estado de emergência entre 11 e 24 de janeiro, um período que inclui o dia 20 de janeiro – dia da tomada de posse de Joe Biden como próximo Presidente. A decisão, que surge depois de as autoridades indicarem que já foram feitas várias ameaças de violência, vai permitir que se mobilizem todos os esforços necessários para conter rapidamente eventuais episódios de tensão que possam surgir.

Ainda assim, o estado de emergência parece não terá demovido milhares de apoiantes de Donald Trump que poderão estar a preparar um ataque armado ao Capitólio, de acordo com a CNN. O Senador Conor Lamb referiu que há “quatro mil patriotas armados que deverão rodear o Capitólio e que deverão evitar que qualquer Democrata entre [no edifício]”. Relativamente a esse grupo armado, o senador revela ainda que “terão um plano” e que já terão definido quando é que vão “disparar”.

Para além deste grupo, cerca de 16 grupos de apoiantes de Donald Trump, alguns dos quais armados, já se registaram para levar a cabo manifestações de protesto contra o que consideram ter sido uma eleição cujos resultados foram forjados, uma alegação feita insistentemente pelo (ainda) Presidente dos EUA sem que quaisquer irregularidades tenham sido provadas.

No comunicado da Casa Branca, lê-se que o estado de emergência para DC (District of Columbia) tem como objetivo “salvar vidas e proteger propriedades e a saúde e segurança públicas” e “reduzir ou evitar a ameaça de uma catástrofe” na zona.

Apesar de o FBI ter indicado, numa informação interna que chegou à imprensa, que são esperados protestos potencialmente perigosos não só em Washington DC mas em todos os 50 estados dos EUA, as atenções das autoridades estão focadas, principalmente, na capital, onde o candidato democrata Joe Biden se prepara para tomar posse. A própria mayor de Washington DC, Muriel Bowser, enviou uma carta ao Departamento de Segurança Interna a pedir um aperto da segurança para evitar que se repetisse o “caos, os ferimentos e a morte” que marcou o dia 6 de janeiro, no Capitólio.

Vários senadores têm criticado o facto de, nesse dia 6, terem passado mais de quatro horas entre o momento em que as barreiras de segurança foram violadas e a hora em que a Guarda Nacional chegou ao local. “Demorou quatro horas e meia até que o Exército dos EUA chegasse para defender o Capitólio. Isso não é aceitável e vamos pedir um relatório completo sobre aquilo que é preciso alterar-se”, escreveu um senador, Chris Murphy, no Twitter.

Artigo atualizado às 16h45 com informações sobre o grupo armado