No dia em que terminam as inscrições no voto antecipado em mobilidade e que começaram as inscrições para quem está em confinamento por causa da Covid-19, o secretário de estado adjunto da Administração Interna fala em “inscrição massiva”. É que ao início da tarde já havia 534 confinados inscritos e mais de 204 mil deverão votar já este domingo por antecipação, quatro vezes mais que em 2019, informou Antero Luís em conferência de imprensa.

Esta quinta-feira foram abertas as inscrições para o voto antecipado para quem está em confinamento por causa da Covid-19. Os 534 inscritos ao início da tarde pertencem em 69 concelhos do país, anunciou em conferência de imprensa o Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Antero Luís. Estas inscrições terminam a 17 de janeiro e a votação será a feita 19 e 20. Se por algum motivo estas pessoas não puderem votar nestes dias, não ficam inibidas de votar normalmente no dia das presidenciais no dia 24 de janeiro, quando já terá terminado o período de confinamento.

Já as inscrições no voto antecipado em mobilidade quadriplicaram. Foram mais de 204 mil inscritos, o que implica mais 600 mesas de votação, que o Governo vai ter que acrescentar às 100 mesas que estavam previstas inicialmente. Foi uma “inscrição massiva”, como reconheceu Antero Luís, explicando que estes número foram “quatro vezes mais” do que os de 2019, em que 56.287 eleitores se inscreveram neste sistema de voto. Quatro destes locais de voto serão deslocalizados, mas será enviada uma mensagem aos inscritos com a informação do local onde devem dirigir-se.

Também aos idosos que se encontram a viver em lares será dada a hipótese de não se deslocarem às mesas de voto, por causa da pandemia. Por isso foi-lhes conferida uma possibilidade semelhante à dada aos confinados: poderão votar no sítio onde estão a viver, a 17 de janeiro por voto antecipado (caso viva no concelho onde se recenseou ou no concelho limítrofes) ou mesmo no dia das eleições presidenciais, a 24 de janeiro. O Governo pretende assim evitar grandes aglomerados de eleitores.

Era quinta-feira foi o dia de os internados em hospitais e os reclusos votarem. Pelo menos 2451 reclusos exerceram o seu direito de escolher o Presidente da República.