A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) defendeu esta quinta-feira que os apoios disponibilizados pelo Governo para fazer face à pandemia são insuficientes, sublinhando que, neste momento, as empresas estão numa situação pior do que no primeiro confinamento.

O conjunto de apoios que têm sido promovidos pelo Governo são insuficientes para o nível de profundidade das necessidades e muitos deles vêm atrasados”, afirmou o presidente da CCP, João Vieira Lopes, após uma audiência com o Presidente da República, em Belém, Lisboa.

O líder da CCP manifestou ao Presidente da República que este novo confinamento está a causar um “conjunto de problemas graves” às empresas, que se encontram agora “numa situação muito pior do que há um ano”, quando ainda tinham algumas reservas.

Neste momento, as empresas estão exaustas e exauridas de meios”, vincou.

Para a confederação do comércio é importante que o executivo estabeleça “objetivos claros” em relação ao confinamento e, a partir daí, programe um desconfinamento “sólido”, evitando entradas e saídas que são um problema para as empresas.

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Apesar de ressalvar ser muito cedo para definir uma metodologia para o desconfinamento, João Vieira Lopes notou que o ideal seria que, em função dos objetivos de saúde pública, ocorresse “o mais cedo possível“.

Esta tarde, Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda receber a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP).

Na quarta-feira, o Presidente da República ouviu a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), a União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.430.693 mortos no mundo, resultantes de mais de 109,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.754 pessoas dos 792.829 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.