A Revolut, empresa britânica de serviços de pagamentos, vai permitir aos cerca de 2.000 colaboradores que trabalhem fora do país em que estão sediados durante até dois meses por ano. Os trabalhadores poderão começar a usufruir desta possibilidade quando as restrições nas viagens forem levantadas.

Em comunicado, a fintech diz que a medida se enquadra numa “política híbrida de trabalho”, que permite aos trabalhadores escolher entre o trabalho à distância e o presencial. “Quando as restrições com viagens forem levantadas — e tendo sempre em consideração as indicações das autoridades nacionais de saúde –, os colaboradores da Revolut terão a possibilidade de trabalhar, temporariamente, a partir de uma localização diferente do país da sua residência fiscal/contratual“, refere a empresa. Essa possibilidade abrange até 60 dias (dois meses) por ano.

A medida, diz a empresa, visa responder às “necessidades da força de trabalho maioritariamente internacional”. Um inquérito interno revelou que mais de 56% dos funcionários querem trabalhar em casa duas a quatro vezes por semana, enquanto 36% gostariam de uma política 100% remota. Já 2% dizem preferir trabalhar no escritório todos os dias.

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“Quando os países começarem a levantar as restrições com viagens ou começarem a distanciar-se dos confinamentos, depois de mais de um ano fechados entre quatro paredes, acreditamos que esta política vai ser um enorme sucesso junto das nossas equipas”, aponta Jim MacDougall, vice-presidente dos recursos humanos da Revolut.

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A empresa garante que “estudou todas as leis aplicáveis — impostos corporativos, individuais, imigração, segurança social — para criar uma política que fosse o mais conveniente e benéfica para os colaboradores”.

Em Fevereiro, a Revolut anunciou que vai adotar um modelo híbrido de trabalho, “suportado pela implementação de RevLabs — novos escritórios desenhados para o trabalho colaborativo”. Desta forma, os trabalhadores já podem escolher quando trabalham a partir de casa e quando vão ao escritório. “Este modelo híbrido é um piloto e deverá estar integralmente implementado no final deste ano“, informa a empresa.