Ativistas venezuelanos contra o regime de Nicolás Maduro estão preocupados com a possibilidade de os seus dados pessoais poderem ter sido comunicados à embaixada da Venezuela, a propósito de uma manifestação que reuniu mais de três centenas de pessoas na Praça do Comércio, em Lisboa, em abril de 2017, e vão pedir esclarecimentos formais à câmara municipal de Lisboa.

Desde ontem temos muitos voluntários que estão preocupados e que nos estão a mandar mensagens“, disse esta sexta-feira ao Observador Christian Hohn, dirigente da Venexos, uma associação de apoio a venezuelanos que residem em Portugal e que, ao longo dos últimos anos, esteve envolvida na organização de um conjunto de concentrações e manifestações contra o regime de Maduro.

Sublinhando que a notícia relativamente à partilha de dados de ativistas anti-Putin à embaixada russa por parte da autarquia da capital foi uma “surpresa“, o venezuelano lembra que também o governo venezuelano tem “uma atitude muito forte” contra os ativistas que o contestam. “Temos muitos voluntários que têm família lá e que ficaram preocupados“, diz.

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