O município de Lisboa registou uma descida de 71,5% nas dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico, totalizando 619.200, no conjunto dos primeiros cinco meses do ano, divulgou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No conjunto dos primeiros cinco meses de 2021, Lisboa registou 619.200 dormidas (12,9% do total), que se traduziram numa diminuição de 71,5%”, concluiu o relatório do INE sobre a atividade turística, relativo a maio deste ano. Entre janeiro e maio, as dormidas de residentes em Lisboa recuaram 29,5% e as de não residentes (peso de 50,4%) diminuíram 82,0%.

A capital do país concentrou 18,7% do total das dormidas de não residentes nos primeiros cinco meses do ano. No mesmo sentido, as dormidas no município do Funchal (6,3% do total) diminuíram 69,8% entre janeiro e maio (+17,2% nos residentes e -79,1% nos não residentes) e em Albufeira (5,2% do total) as dormidas diminuíram 66,8% (-4,8% nos residentes e -79,3% nos não residentes).

Em maio, o Algarve concentrou 24,7% das dormidas, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (20,1%), o Norte (19,7%) e o Centro (15,0%). No conjunto dos primeiros cinco meses do ano, as regiões que apresentaram menores diminuições no número de dormidas foram o Alentejo (-0,4%), a Região Autónoma dos Açores (-16,4%), o Centro (-26,8%) e o Norte (-39,3%), enquanto as restantes regiões registaram decréscimos superiores a 50%.

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No conjunto dos primeiros cinco meses do ano, em termos de dormidas de residentes, registaram-se aumentos na Madeira (+23,6%), Alentejo (+16,9%), Açores (+13,9%) e Algarve (+8,9%). Naquele período, todas as regiões apresentaram decréscimos expressivos no número de dormidas de não residentes, com as menores reduções a registarem-se no Alentejo (-42,2%), enquanto as restantes regiões apresentaram diminuições superiores a 60%.

Quanto à taxa líquida de ocupação-cama, registou-se um aumento de 12,5 pontos percentuais, em maio, nos estabelecimentos de alojamento turístico (20,9%), depois de ter aumentado 6,5 pontos em abril. No entanto, em maio de 2019, a taxa líquida de ocupação-cama tinha sido de 50,1%. No mês em análise, as taxas de ocupação mais elevadas registaram-se no Alentejo (25,5%), Madeira (23,8%) e Açores (22,8%), sendo que os maiores crescimentos neste indicador registaram-se nos Açores (+20,2 pontos percentuais), Alentejo (+14,2), Algarve (+13,5) e Centro (+13,1).