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Onze anos depois, Loreen volta a vencer Eurovisão. É a segunda artista a ganhar duas vezes o festival

Este artigo tem mais de 1 ano

Era uma das favoritas e acabou mesmo por ganhar a Eurovisão com "Tattoo" e levar o troféu para a Suécia. Mimicat representou Portugal e ficou-se pelo 23.º lugar, com o tema "Ai Coração".

Loreen participou pela primeira vez na Eurovisão em 2012, com o tema "Euphoria"
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Loreen participou pela primeira vez na Eurovisão em 2012, com o tema "Euphoria"

PA Images via Getty Images

Loreen participou pela primeira vez na Eurovisão em 2012, com o tema "Euphoria"

PA Images via Getty Images

Tudo parecia mais ou menos previsível. A Suécia recebeu a pontuação mais alta (12 pontos) da grande maioria dos júris nacionais, deixando a Itália e Israel, o segundo e terceiro classificados, a várias dezenas de pontos de distância. Mas o número elevado de pontos atribuídos pelo público à Finlândia (376) ameaçou tirar Loreen do pódio. Foi com os nervos em franja que a artista sueca ouviu a pontuação final: 583 pontos, mais 57 do que os que, contas feitas, tinham sido atribuídos aos finlandeses. Pela segunda vez, Loreen ganhou o Festival Eurovisão da Canção. E fez história.

Emocionada, a artista, a segunda a ganhar duas vezes a Eurovisão e a única mulher a alcançar o feito, agradeceu o prémio, que dedicou a todos os fãs. “Isto é para vocês”, anunciou. Momentos depois, regressou ao palco na Liverpool Arena para interpretar novamente “Tattoo”, canção que lhe valeu o título de vencedora da 67.ª edição do festival europeu da canção, cuja final decorreu este sábado à noite. Foi uma atuação intensa, com a artista a ter dificuldades em conter as lágrimas enquanto cantava. No final, Loreen juntou as mãos e voltou a agradecer.

[Reveja a atuação de Loreen na final da Eurovisão:]

A portuguesa Mimicat, que também fez história à sua maneira (foi a primeira concorrente de livre submissão a vencer o Festival da Canção), não teve direito a voltar ao palco. A cantora e compositora ficou em 23.º lugar, com 59 pontos. Apenas a Sérvia, Reino Unido e Alemanha tiveram pontuações mais baixas, resultados surpreendentes, sobretudo para os alemães Lord of the Lost, que receberam publicamente o apoio dos Iron Maiden e de J.K. Rowling. “Ai Coração” não teve a pior classificação de sempre — essa continua a pertencer a Cláudia Pascoal e Isaura, em 2018 —, mas ficou entre as piores na história de Portugal na Eurovisão.

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Um regresso histórico à Eurovisão 11 anos depois

Passaram onze anos desde que Loreen venceu pela primeira vez a Eurovisão, com “Euphoria”, tema que fez parte do seu disco de estreia, Heal, lançado nesse mesmo ano. A cantora pop fez a sua estreia em 2004, quando participou na versão sueca de “Ídolos”, mas, após algumas experiências musicais, afastou-se do mundo da música, seguindo por outros caminhos. Tinha regressado há pouco tempo quando participou na 57.ª edição da Eurovisão, no Azerbaijão, onde conseguiu ultrapassar a Rússia, que ficou em segundo lugar, com 113 pontos de diferença.

A vitória na Eurovisão impulsionou a carreira de Loreen. “Euphoria” recebeu prémios e entrou para os tops de vários países europeus. Atingiu o número três no Reino Unido, a posição mais elevada alcançada por uma canção interpretada por um artista estrangeiro desde 1987. O álbum de estreia, Heal, foi platina na Suécia. Nos anos seguintes, Loreen atuou um pouco por toda a Europa e investiu em diferentes projetos musicais. Lançou um segundo disco em 2017, Ride, que não teve o mesmo impacto que o primeiro fora da Suécia, onde tem uma sólida carreira.

Loreen participou na Eurovisão com "Tattoo", uma música sobre a importância de lutar pelo amor

OLI SCARFF/AFP via Getty Images

Em novembro de 2022, foi anunciado que voltaria a competir no festival da canção sueco por um lugar na Eurovisão. A canção escolhida, “Tattoo”, é, segundo a artista sueca, um tema que fala de maneira abstrata sobre a importância de lutar pelo amor. “Acredito que não há amor se não houver um bocadinho de luta. É por isso que canto ‘I’ll walk through fire and through rain justo to get closer to you’ [‘Vou caminhar sobre fogo e sob chuva apenas para ficar mais perto de ti’]. Não existe dia sem noite, menos sem mais, por isso, se quisermos experienciar o que é autêntico, o amor profundo, temos de nos conformar que é preciso lutar um bocadinho”, afirmou, em entrevista à BBC.

Loreen venceu a final do festival da canção sueco em março, mais ou menos na mesma altura em que Mimicat foi escolhida para representar Portugal em Liverpool, onde decorreu a 67.ª edição Eurovisão devido à impossibilidade de a Ucrânia acolher o evento. O Reino Unido ficou em segundo lugar em 2022. Questionada pela BBC sobre as razões que a levaram a voltar à Eurovisão, a cantora disse que foram as pessoas à sua volta que a convenceram a participar, admitindo que tudo lhe parecia “muito familiar” e que era como voltar a casa. Uma das favoritas desde o início, a artista confessou que raramente pensava nisso, mas que se sentia muito feliz por isso, porque significava que era apreciada pela música que fazia.

Loreen usou a exposição mediática da vitória na Eurovisão em 2012 para juntar a sua voz à luta pelos direitos humanos. Em 2013, na qualidade de embaixadora do Comité Sueco pelo Afeganistão, visitou Cabul e a aldeia de Yaskin Bala. Nesta última visitou foi acompanhada pelo então Ministro dos Negócios Estrangeiros sueco, Carl Bildt. Interrogada pela Rolling Stone sobre a importância da causa humanitária e sobre participar numa edição dedicada à Ucrânia, Loreen disse tratar-se de uma oportunidade muito especial.

Loreen recebeu o prémio das mãos do apresentador Graham Norton e na companhia dos ucranianos Kalush Orchestra, os vencedores do ano passado

PA Images via Getty Images

“Para mim, não há nada mais importante do que a criatividade e não podemos separar a criatividade dos direitos humanos. Andam de mão dada, porque a criatividade é uma forma de nos exprimirmos, de exprimirmos a frustração ou o que se passa à nossa volta. Gera compreensão. É uma forma de comunicação. Não podemos realmente dizer que a música não é política. Sabe porquê? Porque é. Sempre foi, porque é uma ferramenta de expressão. Faz todo o sentido que a Eurovisão seja uma comunidade criativa que apoia a causa [ucraniana]. Queremos apoiar aquelas pessoas e transmitir-lhes energia através da música”, declarou.

Loreen assumiu-se como bissexual em 2017. Na mesma entrevista à Rolling Stone, a artista, que tem uma grande base de fãs dentro da comunidade LGBTQI+, salientou o facto de a Eurovisão ser “um espaço onde todos podem ser livres e onde não existe julgamento”. “Para quem faz parte da comunidade [LGBTQI+], existe muita alegria e também muita felicidade.”

Os 59 pontos de Mimicat

Mimicat surpreendeu ao ganhar o Festival da Canção em março. A artista independente chegou ao programa através do concurso de livre submissão e foi a primeira concorrente a conseguir vencer nesses moldes. Marisa Mena (nome verdadeiro da cantora) acabou por ficar nos lugares mais baixos na competição, com 59 pontos, penalizada sobretudo pela franca pontuação atribuída pelos júris nacionais. “Ai Coração” terminou na 23.ª posição, acima da Sérvia, Reino Unido e Alemanha.

Foi um dos piores resultados da história do Portugal na Eurovisão, apenas ultrapassado por Cláudia Pascoal e Isaura, que ficaram em último lugar em 2018, e por Célia Lawson, que ficou na 24.ª posição em 1997.

[A atuação de Mimicat na final da Eurovisão, este sábado à noite:]

A vitória de Loreen com “Tattoo” significa que caberá à Suécia receber o evento musical em 2024. Este é o sétimo triunfo daquele país, que ganhou a Eurovisão pela primeira vez em 1974, com “Waterloo”, dos ABBA. Também a Irlanda tem sete vitórias, mas não ganha desde 1996.

 
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