Era uma “especialista em extensão de pestanas” com 29 anos. Tinha nacionalidade búlgara e era dona de um pequeno centro de estética chamado Pretty Woman em Acton, na periferia de Londres. Em frente, havia um restaurante português de nome Villamoura. Ao jornal Telegraph, o dono Tiago Nogueira disse que a jovem esteticista chamada Vanya Gaberova era “muito tímida” e tinha um namorado. “Conhecia-a há dois ou três anos e nunca esperava que isto fosse acontecer.”

Foi com surpresa que Tiago Nogueira recebeu a notícia que afinal a esteticista búlgara era uma espia que trabalhava para os serviços secretos russos. “Nunca teria suspeitado que ela seria uma espia. Mas se fosse, seria uma muito boa”, afirmou o dono do restaurante. Certo é que os serviços de procuradoria da coroa britânica acusaram Vanya Gaberova de “conspirar para recolher informações úteis para o inimigo com um propósito prejudicial para a segurança e interesses do Estado”.

Não foi só a aparente inocente esteticista que apanhada pelas autoridades. Foram detidas mais quatro pessoas, todas elas com nacionalidade búlgara. Um deles, Orlin Roussev, de 45 anos, era dono de um alojamento local em Norfolk; quem também integrava esta rede de espionagem era o casal composto por Bizer Dzhambazov, que conduzia ambulâncias, e Katrin Ivanova, que trabalhava num laboratório de análises clínicas. Com um perfil mais discreto, mas também atrás das grades, está Ivan Stoyanov, de 31 anos.

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