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Quando Jesus nasceu em Belém de Judeia, reinada por Herodes, uns magos viajaram do Oriente até Jerusalém. Disseram que tinham sido guiados pela estrela do “nascido rei dos judeus” e queriam adorá-lo. Herodes, percebendo que o trono podia estar em risco, chamou os reis magos e pediu-lhes mais informações “acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera”. A seguir enviou-os a Belém e pediu-lhes que o avisassem quando encontrassem Jesus sob pretexto de também ele o querer visitar. Os reis magos partiram e eis que a estrela que tinham visto no oriente apareceu uma vez mais nos céus, à frente deles. E só parou por cima do estábulo onde Jesus tinha nascido.

Ponto final. Esta é toda a história que sabemos sobre a Estrela de Belém.

Estrela de Belém, um fenómeno perdido no tempo e sem registos

Ao longo dos séculos vários astrónomos voltaram os olhos para os telescópios e fizeram cálculos à procura de uma pista que desvendasse que estrela tinha aparecido aos reis magos. Mas não podiam fazer muito mais do que folhear a Bíblia uma e outra vez em busca de pormenores que nunca encontraram. “Dos quatro evangelhos há apenas um que fala da Estrela de Belém, que é Mateus. Mas São Mateus não diz exatamente o que foi visto, não descreveu aquilo que lá estava”, explica Rui Agostinho, professor do departamento de física da Universidade de Lisboa, ao Observador. Só diz que os magos viram uma estrela ao surgir a nascente e que foram à procura do bebé. Em Jerusalém ninguém sabia de nada. Se houve alguma coisa no céu, não chamou a atenção de ninguém. Ou pelo menos não ficou nada registado.

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