Dos supermercados às funerárias e ao lixo: são já nove os setores afetados pela greve dos motoristas /premium

18 Abril 2019

Estes são alguns dos mais relevantes, mas o número pode aumentar caso a paralisação se estique por mais tempo. Pode haver quebras no abastecimento de comida e até na recolha de resíduos.

Um país virado do avesso: é este o cenário, neste momento, em Portugal. A greve dos motoristas de matérias perigosas está em vigor desde a meia noite de segunda-feira e tem reduzido drasticamente o abastecimento de combustíveis um pouco por todo o país. Por muito que a polícia, serviços de emergência médica, proteção e socorro estejam abrangidos pela Declaração de Situação de Alerta — que garante o abastecimento mínimo dos postos de combustível afetos a estas unidades de emergência — e vários serviços como hospitais e aeroportos (Lisboa e Faro) estejam a ser abastecidos, muitas outras áreas não têm tido a mesma sorte. Na lista que se segue pode encontrar um apanhado das áreas que já manifestaram perturbações no seu serviço.

Transportes públicos

TST (Transportes Sul do Tejo), Rodoviária do Tejo, Sulfertagus, Transdev, Carris e STCP são empresas de transportes públicos que já mostraram a sua preocupação com a situação atual e/ou anunciaram cortes ou supressões de carreiras. As duas últimas, por exemplo, podem mesmo chegar a esgotar os 40% do abastecimento total garantido pelo serviço mínimo para Lisboa e Porto, pelo menos é isso que diz Pedro Henriques, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, à Lusa. Esta terça-feira, o jornal Público chegou mesmo a anunciar que a Carris só teria combustível suficiente até ao fim-de-semana.

Os Transportes Coletivos do Barreiro, por exemplo, já afirmaram entretanto (através de uma mensagem publicada na sua página de Facebook) que só conseguem garantir a normalidade do serviço até à próxima quinta-feira, garantindo continuar “encetar esforços” para que possa ser feito o regular abastecimento de combustível. “Considerando a crise energética que atualmente é transversal a todo o país, os TCB informam que a sua prestação de serviço publico encontra-se garantida com normalidade até ao próximo dia 18 de Abril”, lê-se nessa mensagem deste serviço municipalizado da Câmara do Barreiro que efetua carreiras rodoviárias nessa região.

Também a Barraqueiro Transportes avança que a partir desta quinta-feira, caso nada mude até então, poderá ter de suprimir 50% dos seus serviços em carreiras locais, urbanas e interurbanas do serviço público. A oferta inte-regional para Lisboa, porém, será mantida.

Laurinda Martins, uma representante da administração da empresa, contou à agência Lusa que “face a esta situação de emergência provocada pela falta de combustíveis ” terão de “proceder a algumas alterações da oferta já a partir de amanhã [quinta feira] e até à próxima segunda-feira.”

É ainda explicado que este plano de gestão de combustíveis tem em vista “assegurar o arranque das escolas a partir de terça-feira”. A Barraqueiro Transportes reúne empresas como a a Ribatejana Verde, Barraqueiro Oeste, Mafrense e Boa Viagem, somando no total 380 viaturas e 189 linhas de serviço público. No meio de tudo isto serve de ligeira atenuante o facto destas supressões ocorrerem “principalmente fora dos períodos de ponta”. “A situação está a ser muito complicada, aguardamos a todo o momento que possamos ter reforços no abastecimento, mas não vai ser fácil, porque primeiro estão os veículos de emergência”, sublinhou

Turismo

Pode não parecer imediata, a associação, mas o setor do turismo (e muitos outros, como veremos mais à frente) está tão dependente do abastecimento de gasolina como o dos transportes públicos, por exemplo. Ainda esta quarta-feira a Associação dos Industriais de Automóveis de Aluguer sem Condutor — união associada às empresas de aluguer de carros — avisou que a greve “já está a afetar o setor” e que “é uma situação muito preocupante” por afetar “a imagem do ‘rent-a-car’ e do turismo de forma séria”, havendo já registos de vários cancelamentos de reservas por culpa da paralisação. O jornal Público chega a dizer que o turismo no Algarve está “à beira do colapso por falta de combustível”, não havendo “pinga de combustível” em zonas como Vilamoura e Albufeira. Elidércio Viegas, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) chegou a contar ao mesmo diário que está a “falar de coisas muito sérias”, avisando que algumas unidades hoteleiras já estão a receber pedidos de cancelamento de reservas.

Dentro desta mesma área destaca-se também as dificuldades assinaladas pelo vice-presidente da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal –, Joaquim Ribeiro, que afirma já existirem “dificuldades” em assegurar o abastecimento a hotéis de produtos essenciais. “A AHRESP acompanha com muita apreensão esta greve, na medida em que representa uma ameaça séria à atividade turística num período particularmente sensível que é o da Páscoa”, afirmou o mesmo Joaquim Ribeiro, numa declaração escrita enviada à agência Lusa. “O risco de existir uma fuga de turistas para outros destinos é evidente, com prejuízo para as unidades de alojamento turístico e restauração”, explica o responsável.

Antes de se apelar ao consenso entre Governo e sindicalistas, Joaquim Ribeiro pediu ainda que se considere “as dificuldades que os empresários estão a enfrentar para assegurar o abastecimento de produtos essenciais ao seu negócio, bem como a deslocação dos trabalhadores do sector, com dificuldades para chegar aos seus postos de trabalho”.

Pedro Machado, o presidente do Turismo do Centro alertou para uma eventual "situação catastrófica" na região Centro que poderá causar "prejuízos irremediáveis". 

Estas preocupações relacionadas com o turismo — especialmente nesta quadra pascal — são também exteriorizadas por Pedro Machado, o presidente do Turismo do Centro que alertou para uma eventual “situação catastrófica” na região Centro que poderá causar “prejuízos irremediáveis”. 

“Apelo diretamente ao primeiro-ministro para que encontre uma solução rápida para esta crise, que ameaça tornar penoso o período turístico da Páscoa, num ano em que as expectativas eram muito altas devido ao número elevado de reservas hoteleiras”, disse à agência Lusa o mesmo Pedro Machado.

O responsável acabou mesmo por tecer palavras duras contra o primeiro-ministro, considerando como “indefensável” a decisão do Governo de decretar o cumprimento de serviços mínimos apenas na Grande Lisboa e no Grande Porto.

“O Centro é a região turística mais afetada, porque não tem estruturas aeroportuárias. A mobilidade dos visitantes depende apenas dos automóveis”, explica Machado. Acresce que há zonas, como a Serra da Estrela, a que só se pode chegar de carro, situação que fica mais complicada pela escassez de combustível (sobretudo gasóleo) nas bombas de gasolina da região.

De acordo com estimativas divulgadas pela Entidade Regional, o Centro de Portugal espera receber milhares de turistas na época da Páscoa, com taxas de ocupação hoteleira acima dos 75% em toda a região.

Medicamentos

Os problemas causados por esta greve dos motoristas de materiais perigosos já começa a afetar também a indústria dos farmacêuticos. De acordo com o que Diogo Gouveia, da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), explicou ao Jornal Público, alguns distribuidores começaram já a limitar os circuitos de distribuição de medicamentos às farmácias.

“Já fizemos chegar aos Ministérios da saúde, da Economia e do Ambiente, assim como à Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED), a nossa preocupação em relação ao acesso aos combustíveis”, contou o responsável antes de sublinhar que apesar de existirem distribuidores com postos de abastecimento próprios, outros dependem de postos normais. Se a paralisação dos motoristas da matérias perigosas continuar, só haverá combustível para mais dois ou três dias.

“Estamos a solicitar que os distribuidores sejam incluídos nos serviços mínimos para assegurar a distribuição de medicamentos, ou seja que sejam considerados também prioritários para o abastecimento nos postos normais”, explicou o presidente da ADIFA.

Já a APIFARMA – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica — também se pronunciou via comunicado, afirmando ter solicitado ao Ministério da Saúde, da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética que ”a distribuição de medicamentos a Hospitais e Farmácias seja incluída nos serviços mínimos fixados pelo Despacho n.º 4189-A/2019, 2.ª Série, de 16 de Abril”.

O mesmo comunicado afirma que “esta situação torna-se premente, sob pena de ser criada uma grave situação de saúde pública com a falta de medicamentos nos Hospitais e Farmácias durante o período de greve dos motoristas de camiões de combustíveis”.

Para tal, a APIFARMA solicita que o referido despacho seja alterado, ou publicado um novo despacho, de modo a satisfazer o abastecimento de combustíveis às empresas responsáveis por esse serviço.

Recolha de resíduos

“Graves consequências” a retirar da greve dos motoristas — é assim que a Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA) fala do impacto que esta paralisação está a ter em áreas como as da recolha e tratamento de resíduos. Num comunicado divulgado esta quarta-feira, a AEPSA chega a alertar para o “risco de paragem de serviços de recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos”.

Apesar de terem sido “ativados atempadamente os procedimentos preventivos”, os mesmos não são “suficientes e bastantes para assegurar o bom cumprimento das suas obrigações contratuais de recolha, tratamento e valorização dos resíduos”. A mesma associação desta ainda a preocupação especial “com as implicações que esta situação pode trazer ao nível da saúde pública”, pedindo, por isso, uma “resposta política urgente”.

A associação representa empresas com intervenção na recolha de resíduos sólidos urbanos, no aproveitamento de materiais reutilizáveis e recicláveis, na recolha e tratamento de águas residuais e na produção de energias renováveis.

Uber e serviços semelhantes

A entidade que representa os condutores de serviços como a Uber e similares já traçou um futuro “caótico” com  “muitas viaturas paradas” caso não haja solução para esta greve dos motoristas. Para o presidente da Associação Nacional de Parceiros das Plataformas Alternativas de Transporte (ANPPAT), João Pica, o sector “irá ser afetado, sem qualquer dúvida” muito porque para as mais de 40 empresas parceiras das plataformas alternativas aos táxis, congregadas nesta associação,  “há poucas alternativas a este problema da falta de combustível nos postos de abastecimento”.

“Há poucos carros elétricos e não são suficientes para satisfazer as necessidades da população”, lamentou o dirigente, em declarações à agência Lusa, antes de ressalvar que a ANPPAT está “de acordo” com a paralisação mas acha que “os motivos não deviam ser apenas os maus salários, o risco da profissão e as horas extra não pagas, mas também o abuso nos preços dos combustíveis no país”.

A própria Uber acabou mesmo por enviar aos seus utilizadores, na tarde desta quarta-feira, que, como consequência da greve, “os serviços disponibilizados através da aplicação Uber poderão apresentar condicionamentos temporários”

Numa mensagem enviada aos utilizadores, a Uber informou esta quarta-feira que, como consequência da greve, “os serviços disponibilizados através da aplicação Uber poderão apresentar condicionamentos temporários” . A plataforma referiu ainda que os clientes podem recorrer a soluções alternativas, como o UberGreen (carros elétricos) ou uma bicicleta Jump.

Industria Agroalimentar

A FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares — também foi outra organização a manifestar a sua “enorme preocupação” face ao impacto desta greve dos motoristas de matérias perigosas, chegando a apelar para que o Governo adote “medidas adequadas à gravidade da situação”. Em comunicado, esta associação que representa o maior setor industrial do país (gera cerca de 16 mil milhões de euros anuais) expressou “a sua enorme preocupação para as consequências da greve dos transportadores de substâncias perigosas e que tem sido designada como crise energética”.

Estão em causa possíveis roturas no abastecimento do setor, “sejam as entregas dos produtos, seja a receção das matérias-primas”, caso as medidas anunciadas pelo Governo não deem origem a efeitos imediatos. Em causa estão problemas como a eminência “de perda de enormes volumes de matéria-prima nas explorações, como é o caso do leite (com prazos muito limitados da recolha e tratamento), bem como da falta de alimentação para os animais nas explorações pecuárias”.

Já durante a manhã de quarta-feira a Agência Lusa noticiava que explorações pecuárias corriam o risco de ficar sem rações já na próxima quinta-feira, informações divulgadas via comunicado pela Associação dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA), que “prevê rutura de fornecimento às explorações pecuárias nacionais, caso não seja resolvida a crise dos combustíveis, e interpela o primeiro-ministro, António Costa, a solucionar a situação com a maior brevidade possível”.

Esta mesma IACA terá enviado uma interpelação a António Costa onde solicitava que “o setor da alimentação animal” fosse “contemplado na definição dos serviços mínimos”. “Explorações pecuárias podem ficar sem alimentação para os animais já amanhã [quinta-feira] por não ser possível transportá-la para os locais de consumo”, alertou a associação.

A IACA realçou igualmente que o transporte das matérias-primas para as fábricas que produzem esta alimentação também está em causa e avisou que “o abastecimento de produtos de origem animal ao mercado pode estar em risco”.

Algumas empresas, apontou, poderão “deixar de satisfazer os seus compromissos já a partir de amanhã [quinta-feira], colocando em causa o normal funcionamento da atividade pecuária em cerca de 84.000 explorações pecuárias”, afetando uma área empresarial que representa 2,8 mil milhões de euros, 38% do total da economia agrícola nacional (7,2 mil milhões euros), assim como o abastecimento de produtos de origem animal à população portuguesa.

A fábrica da Sumol+Compal, em Almeirim, por exemplo, já anunciou ter parado a produção por causa da falta de gás.

A fábrica da Sumol+Compal, em Almeirim, por exemplo, já anunciou ter parado a produção por causa da falta de gás. Via comunicado, a empresa assegurou não haver impacto no abastecimento ao mercado (quanto mais não seja porque ainda têm produtos em stock) mas a falta de gás, por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas, impede que a fábrica continue a produzir.

Funerárias

A greve está também a afetar o setor das agências funerárias. Em declarações à agência Lusa, Carlos Almeida, o presidente da direção da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) afirmou que a escassez de combustíveis poderá dar origem a recusas de transladações.  Neste momento estão a ser privilegiados funerais locais em detrimento dos que exijam maiores deslocações, tudo em prol da gestão de combustível. “Estamos a fazer tudo o que podemos dentro dos depósitos que temos”, afirmou o responsável. Por enquanto ainda não foi registada nenhuma recusa de transladação mas isso é algo que pode deixar de acontecer, caso não existam garantias de que a viagem de ida e volta possa ser garantida.

Foi dado o exemplo de uma transladação entre Lisboa e Bragança, por exemplo, viagem que por não haver garantias de abastecimento ao longo do caminho pode ser recusada.

O apelo a um "entendimento rápido e sensato das partes envolvidas" é, então, essencial para proteger o sector do vestuário e a economia nacional, que já estão a "sofrer danos catastróficos".

Vestuário

Até a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção (ANIVEC/APIV) já veio a público manifestar a sua preocupação face às repercussões da greve dos motoristas de matérias perigosas, paralisação que já estará a comprometer o setor. O apelo a um “entendimento rápido e sensato das partes envolvidas” é, então, essencial para proteger o sector do vestuário e a economia nacional, que já estão a “sofrer danos catastróficos”.

“Tal greve acarreta o bloqueamento dos transportes dos trabalhadores e suas famílias, bem como o cumprimento dos prazos de entrega das encomendas, provocando nalguns casos a perda do cliente, causando assim incomensuráveis prejuízos”, refere a ANIVEC/APIV que alerta para a possibilidade de encerramento de empresas.

Desporto

Ainda esta quarta-feira a Federação Portuguesa de Motociclismo (FMP) anunciou que ia adiar a quarta etapa do campeonato nacional de enduro que estava marcada para a próxima sexta e sábado, na Lousã. A “escassez de combustível” foi o motivo indicado como justificação do adiamento.

“Efetivamente, existe no nosso país uma rotura de combustível, o que afeta diretamente todo o desenrolar da prova. Julgamos assim que não estarão reunidas as condições mínimas para pilotos e meios de socorro se poderem deslocar para a quarta ronda do campeonato nacional de enduro”, lê-se no comunicado da FMP. A comissão de enduro da FMP acrescenta que vai anunciar brevemente uma nova data para a quarta das seis etapas da competição.

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