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O plano era chegar a Madrid, jantar bem e, depois, ir para o bar do hotel tomar alguns digestivos. Mas dois dos três convivas tinham conspirado. Discretamente, iam fazer com que o outro abusasse da bebida para, depois, lhe pregar uma partida: levá-lo ao bar de alterne que existia no mesmo quarteirão do hotel, na capital espanhola. O desfecho acabou por ser o inverso: apesar de ter bebido bem mais, foi o amigo de ambos que acabou por levar os outros dois à sua cama. Esse terceiro homem era o padre Vítor Melícias, que nas últimas semanas esteve em foco, depois de o Observador ter revelado o que o presidente da mesa da assembleia-geral da mutualista Montepio disse, na reunião do conselho geral da associação: “Não é um secretariozeco ou um qualquer ministro que vai afastar uns órgãos sociais democraticamente eleitos“.

Tomás Correia não sai do Montepio. Não será “secretariozeco ou ministro” a afastar órgãos sociais, diz Vítor Melícias

Nessa viagem a Madrid, que terá acontecido na viragem da década de 80 para os anos 90, Vítor Melícias era acompanhado por um empresário influente e um ex-presidente da câmara (e, também, empresário). Os três tinham ido a Madrid para assistir a um congresso relacionado com a economia social e as cooperativas. A história, contada ao Observador por fonte que conhece Vítor Melícias há várias décadas, faz alusão ao famoso bom fígado do padre franciscano que dirige as assembleias-gerais do Montepio. E que, como ainda recentemente escreveu o Público, tem nas suas mãos o futuro de Tomás Correia à frente da instituição.

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