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O Black Pavilion abriu portas no início de abril, em registo de soft opening.

CARLOS VIEIRA

O Black Pavilion abriu portas no início de abril, em registo de soft opening.

CARLOS VIEIRA

É comida de conforto numa varanda com vista para Lisboa. Black Pavilion é o novo projeto do Torel Palace

O cinco estrelas tem várias novidades. E começa por lançá-las com o Black Pavilion: com comida de conforto, tem Vitor Matos aos comandos, em conjunto com o jovem chef Francisco Quintas.

História

Quem disse que o brioche não casa com sobremesa? Fica, para já, a dúvida no ar, com a promessa de retomarmos mais à frente este curto preâmbulo. Rumemos, agora, ao início.

Era uma estreia esperada: “Lisboa… Aí vou eu!”. Foi em dezembro que Vitor Matos anunciou que estaria para chegar à capital um projeto “de assinatura e partilha”,  há tanto “ambicionado” e inserido num hotel de cinco estrelas. “Nunca é uma fácil decisão, pois a distância pesa sempre”, escreveu no Instagram o chef distinguido com uma estrela Michelin, no Antiqvvm, no Porto.

O mistério foi sendo desvendado. Escondido na colina de Santana, a poucos metros do Campo Mártires da Pátria, esse hotel é o Torel Palace Lisbon, inserido no grupo Torel Boutiques — que mantém já uma colaboração com Vitor Matos no Blind, restaurante inserido na unidade do Porto.

Em Lisboa, acaba de inaugurar o primeiro dos dois espaços prometidos. No Black Pavilion, antigo Terraço 23, somos, no entanto, recebidos por Francisco Quintas, desafiado por Vitor Matos para ali ocupar a posição de chef residente. Estamos em boas mãos.

Vitor Matos desafiou Francisco Quintas para ser chef residente do projeto do Torel Palace

Com 24 anos e natural de Coimbra, algumas voltas pelo mundo concederam-lhe a maleabilidade para se adaptar rapidamente a diferentes locais. O currículo é rico em astros e mundo: vindo da Casa da Calçada, em Amarante, antes disso passou pelo Aquavit, em Londres, pelo Boury, na Bélgica, e pelo De Librije, na Holanda — todos distinguidos pelo Guia Michelin, o primeiro com uma estrela e os seguintes com três. Em França, assumiu depois a posição de sous-chef no Likoke.

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Apaixonado pelo projeto que agora lidera, confessa, começa por explicar aquilo que nos espera: “Comida de partilha, simples, com sabores claros”, inserida num “conceito muito simples”, que bebe das raízes portuguesas, aplicando-lhe técnicas modernas — dando também pistas das influências de Vitor Matos e de Francisco Quintas que, em conjunto, criaram a carta do novo Black Pavilion.

Espaço

É um esconderijo. Só depois de cruzar o portão do Torel Palace Lisbon — localizado numa esquina da delgada Rua Câmara Pestana — é que se entende a riqueza daquele espaço. Um jardim secreto, com terraço e varanda que nos atiram para uma a panorâmica para a baixa de Lisboa – o convite perfeito para um copo ao final do dia – duas das áreas que servem o Black Pavilion, que se desdobra por vários locais.

No que toca aos interiores, o espaço arranca da melhor forma: com num luminoso jardim de inverno, de onde, com enormes janelas, é também possível observar a cidade. Com outra sala (onde são também servidos os pequenos-almoços aos hospedes), destacam-se as plantas e os tons azuis e brancos, numa atmosfera que pretende misturar o clássico e o confortável. Com o design de interiores projetado por Isabel Sá Nogueira, o fio condutor foi, precisamente “os típicos jardins de inverno franceses e ingleses”.

O Black Pavilion desdobra-se em vários espaços, do terraço, ao jardim de inverno e sala interior.

CARLOS VIEIRA

“Estamos perante uma nova era do F&B do Torel Palace Lisbon”, declara, agora em comunicado, Ingrid Koeck, uma das sócias do grupo Torel Boutiques.

Isto para dizer que vêm aí mais novidades: no Black Pavilion estão previstos ainda um bar e uma torre privada (este último, um espaço exclusivo para momentos a dois); no verão prevê-se a inauguração de uma nova ala (introduzindo mais quartos no hotel); e, por último, o segundo projeto gastronómico de “experiência”, o 2Monkeys. É Francisco Quintas que nos dá mais pormenores. Será “na mesma descontraído”, mas mais exclusivo: só terá 14 lugares, todos ao balcão, e um menu degustação único, que terá na sua base “o melhor produto da estação”.

Comida

A luz ilumina o jardim de inverno — nada faria adivinhar a chuva do dia seguinte. Não há nesga de nuvem no céu, pleno de luz e de azul. A primeira entrada chega e traz uma frescura inusitada: isto porque a tosta de sapateira e abacate (19€) – inspirada “nos clássicos das marisqueiras”, porém com um “toque internacional” – tem um sabor cítrico e primaveril. Segue-se um tártaro de novilho e trufa (21€), com gema curada, mostarda em grão e parmesão – agora com os sabor trufado a destacar-se.

Passamos aos principais. No campo do peixe, chega-nos à mesa um dos tradicionais: um pequeno tacho conserva a temperatura do arroz carolino de tamboril e camarão, do qual sobressai também o limão. A grande estrela da carta – um dos que melhor condiz com o termo “conforto”, associado ao projeto – é o bife de lombo com batatas fritas crocantes (20€), os quais podem ser acompanhados por um dos quatro molhos recomendados: pimentas, cogumelos moriles, mostarda antiga  ou “à cervejeiro”.

O tártaro de novilho e trufa e a tosta de sapateira são duas das entradas na carta de almoços e jantares.

CARLOS VIEIRA

Se procura uma opção mais adequada para os miúdos, encontra uma carta própria para esse fim – que inclui desde crocantes de frango com batata frita a robalo grelhado com arroz de cenoura (18€). As sobremesas, essas são transversais à idade. E voltamos ao tema do início. Da lista com quatro opções, a não perder é o mais improvável: o brioche no tacho, fermentado durante quatro horas, e gelado de baunilha (9,5€). Uma combinação improvável, que nos faz pensar na lei da física que dita a atração dos opostos, apesar de estarmos perante dois açucarados.

Pensamentos deambulantes à parte, importante é lembrar que a visita ao Black Pavilion não deverá depender da vontade para uma refeição formal. Isto porque há uma extensa lista de snacks e bebidas que podem ser consumidas das 11h/11h30 às 23h e que incluem desde a tosta mista (17€), a prego ou hambúrguer de novilho (23€ e 22€), sem esquecer as tábuas de queijos (21€). Se vai com mais sede do que fome, não esqueça também a longa lista de cocktails, gins ou licores para regar o final de uma tarde de verão, virado para um postal com as casas de Lisboa.

O que interessa saber:

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Nome: Black Pavilion

Abriu: abril de 2023

Onde fica: Torel Palace Lisbon, Rua Câmara Pestana 23

O que é: um restaurante da unidade de cinco estrelas, que menu de almoço e jantar e carta de snacks e bebidas para todo o dia

Quem manda: os chefs Vitor Matos e Francisco Quintas

Uma dica: não se deixe intimidar pela sobremesa de brioche — atire-se a ela.

Contacto: +351 218 099 132

Horário: todos os dias, das 11h às 23h30 (menu de almoço e jantar, das 12h30 às 15h e das 19h30 às 22h; snack bar, das 11h às 23h30; menu bar, das 11h30 às 23h).

 
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