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Quando era pequeno, a mãe comprou uma enciclopédia a um vendedor de livros porta a porta. Tornou-se um objeto de reverência mas, quando Jimmy Wales aprendeu a ler, rapidamente percebeu que o seu livro favorito tinha limitações – não podia ser atualizado. Com os anos, passaram a chegar à casa da família Wales autocolantes para atualizar partes da enciclopédia, que o então rapaz colava com cuidado. “Costumo brincar que comecei desde miúdo a rever a enciclopédia, a colar autocolantes naquela que a minha mãe comprou”, comentou em algumas entrevistas anteriores.

Wales nasceu em 1966, no Alabama, numa família em que tanto a mãe como a avó estavam ligadas à educação. Concluiu o ensino secundário prematuramente e, aos 16 anos, começou a estudar a área financeira — chegou a dar aulas a nível universitário e até trabalhou na área da negociação de ações, quando se mudou para Chicago. Mas, ainda estudante na Universidade do Alabama, cedo começou a ficar fascinado pelo mundo da internet, que no início dos anos 1990 dava os primeiros passos — Wales chegou a descrever-se como “um viciado na internet desde a fase inicial” da web.

Foi quando começou a olhar para o impacto da Netscape (um dos primeiros navegadores da web) que decidiu largar a área financeira e dedicar-se ao empreendedorismo na internet. Fundou a Bomis, que criou um “motor de pesquisa para homens”, descrito como uma tentativa de apelar a um público ao estilo da revista Maxim, com imagens de mulheres, mas não de teor pornográfico, fez questão de explicar ao longo dos anos.

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