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Ouvimo-la em estúdio a aclarar a voz, à procura do ambiente certo para cantar, o tom mais perfeito para interpretar as palavras. Ouvimo-la conversar com o guitarrista Fontes Rocha, em busca do ambiente sonoro adequado para soltar aquela portentosa, seguríssima voz — e ouvimo-lo dizer-lhe: “Você tem de estar segura no ritmo, só, e não fazer caso da guitarra, não faça caso da guitarra”.

Ouvimo-la ensaiar em casa, fados com som ambiente (talvez se oiça o barulho de uma colher a bater numa xícara, acredita-se) e conversas à mistura, com o compositor Alain Oulman e com os músicos: Fontes Rocha, sim, mas não só. Ouvimo-la, e isto é que é o mais importante, em pleno auge vocal, a interpretar brilhantemente, como ainda não ouvíramos, um repertório então novo e que em alguns casos só seria desvendado em disco bem mais tarde (noutros casos, não o seria de todo).

Quem ouvimos é Amália Rodrigues — e onde agora a ouvimos e a continuamos a descobrir é no novo disco duplo Amália 1970 Ensaios, que a editora Valentim de Carvalho publica na próxima sexta-feira, 11 de dezembro, e que a mostra a cantar fados como quem os constrói, de detalhe em detalhe, de versão em versão.

[A capa do disco que chegará às lojas físicas e plataformas de streaming na próxima sexta-feira, 11 de dezembro:]

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