A Iniciativa Liberal vai enfrentar as suas primeiras eleições autárquicas com uma convicção: o partido não está maduro o suficiente para conquistar presidências de Câmara; mas sabe que não pode perder a oportunidade de começar desde já uma estratégia de implementação local que seja capaz de catapultar o partido para outros voos. De Norte a Sul, querem-se deputados municipais com o carimbo liberal, ambicionam-se vereadores e deixam-se os sonhos de governação para daqui a uns anos. O objetivo é dar passos seguros e, sobretudo, não cometer erros de casting.

Fechadas as contas, a IL vai sozinha a votos apenas em 43 concelhos, aceitou fazer parte de sete coligações e vai ainda apoiar uma candidatura. Os responsáveis do partido garantem que receberam convites para participar em 112 coligações, mas recusaram a larga maioria dos desafios. Em parte, explica ao Observador fonte da IL, porque não havia candidatos no terreno capazes de oferecer garantias de que o programa do partido ia ser devidamente defendido.

“Não havendo alguém que possa estar nas listas ou na estrutura da campanha para garantir que o programa tem medidas liberais, não faz sentido [integrar coligações]“, explica a mesma fonte.

Depois, há outro factor: a IL entendeu que era mais importante firmar a identidade do partido do que dar a mão a PSD e CDS. Subir à boleia dos outros não faz parte dos planos do partido, que prefere ir sozinho agora do que “pagar um custo demasiado alto pelo crescimento” no futuro.

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