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Um profissional de saúde realiza uma pré-triagem a uma pessoa infetada pela Covid-19 à porta do Hospital Santa Maria, em Lisboa

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Um profissional de saúde realiza uma pré-triagem a uma pessoa infetada pela Covid-19 à porta do Hospital Santa Maria, em Lisboa

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Lisboa e Vale do Tejo também já terá passado o pico de casos de Covid-19. Resto do país está em descida consolidada

Pico em Lisboa e Vale do Tejo terá sido ultrapassado nos últimos 4 dias de janeiro. Outras regiões continuam a descer. Dados mostram que, afinal, o país nunca teve mais de 14 mil casos num só dia.

Todas as regiões de Portugal Continental já terão passado pelo pico de novos casos de infeção pelo novo coronavírus — até mesmo Lisboa e Vale do Tejo, que, à conta da situação epidemiológica mais complicada, ultrapassou-o mais tarde que a generalidade do país.

Segundo Carlos Antunes, engenheiro da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e um dos conselheiros do Governo nesta matéria, o pico lisboeta terá sido atingido entre 28 e 31 de janeiro, com um máximo de 5.800 contágios. No entanto, o investigador ressalva que só os números de novos casos dos próximos dias poderão consolidar o pico nesta região.

A primeira região de Portugal Continental — Madeira e Açores ficaram fora das contas do engenheiro por não contribuírem significativamente para a realidade epidemiológica nacional — foi o Norte, que chegou aos 3.900 contágios entre 21 e 22 de janeiro.

O Algarve iniciou o pico no mesmo dia, mas prolongou-se até 25 de janeiro, com um máximo de 330 contágios. Seguiram-se o Centro e o Alentejo, ambos no dia 22 de janeiro, o primeiro com um pico de 2.250 contágios e o segundo com um máximo de 540 contágios.

Todo o país atingiu o pico de mortes por Covid-19 entre a última semana de janeiro e os primeiros dias de fevereiro. Em Lisboa e Vale do Tejo, o máximo foi de 200 óbitos. O Centro teve um pico mais alto que o Norte: 64 óbitos na primeira região, 61 mortes na segunda. O Alentejo chegou aos 23 e Carlos Antunes não tem dados sobre o Sul.

Ainda assim, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a única onde o índice de reprodução (R) — o número médio de pessoas que são contagiadas por cada pessoa infetada com o vírus — continua acima de 1. Segundo Carlos Antunes, o R é de 1,09 neste momento, mas está prestes a baixar daquele limiar.

Seguem-se o Algarve, com um número de reprodução de 0,96; o Centro, com 0,95; o Alentejo, com 0,94; e o Norte, com 0,93. Significa isto que em todo o país, com exceção de Lisboa e Vale do Tejo, o número de novos contágios que efetivamente acontecem num determinado dia tenderá a ser inferior ao do dia anterior — e o número de novos casos detetados também.

Neste ritmo, e contando já com os dados publicados esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o Norte é capaz de reduzir para metade o número de novos casos a cada 16 dias e é a região em melhor forma. O Centro precisa de mais tempo para registar apenas 50% dos casos registados na atualidade: 25 dias.

Em Lisboa e Vale do Tejo, à conta do número de reprodução registado neste momento, o prazo para descer para metade dos casos atuais é de 112 dias — quase quatro meses. No entanto, segundo Carlos Antunes, este período vai diminuindo à medida que a região se afasta cada vez mais do pico de infeções por SARS-CoV-2.

Todas as regiões estão com uma descida consolidada, exceto Lisboa e Vale do Tejo, que só está a iniciar a descida agora”, descreve o especialista. Mas o Centro também precisa de se manter alerta: o número de reprodução nesta região tem sofrido uma “forte desaceleração”.

Afinal, as mortes num só dia nunca ultrapassaram as 295

Segundo Carlos Antunes, o pico nacional de novos casos de infeção terá sido atingido entre 20 e 23 de janeiro, com uma média de 12.200 contágios, mas com máximos que chegaram aos 14 mil. O pico de óbitos está a ser registado agora e, de acordo com os cálculos do especialista, chegará a um máximo de 295 mortes.

São números mais baixos do que os apontados pelas atualizações das autoridades de saúde. Quatro boletins indicam casos diários superiores a 14 mil: 20 de janeiro (14.647 casos), 23 de janeiro (15.333 casos), 27 de janeiro (15.073 casos) e 28 de janeiro (16.432 casos).

Além disso, o número de óbitos indicado pelas autoridades de saúde também foi seguir ao máximo de 295 calculado por Carlos Antunes em dois dias: 28 e 31 de janeiro, ambos com 303 vítimas mortais da Covid-19.

Segundo explica o especialista, tanto numa situação como na outra, os números oficiais foram superiores por causa de uma atualização dos dados, que redistribuiu algumas infeções confirmadas e alguns óbitos pelos dias em que foram efetivamente ocorreram.

A última atualização dos modelos matemáticos de Carlos Antunes indica que, graças ao atingimento do pico, Portugal não chegará aos 300 óbitos diários por Covid-19. E isso faz diferença a longo prazo: o engenheiro previa que o país chegaria às 27 mil mortes a 15 de março — dia em que se regista um ano da morte de Mário Veríssimo, de 80 anos, a primeira vítima mortal da epidemia em Portugal. Agora a previsão é de 19 mil mortes.

“O esforço que estamos a fazer está a compensar”, interpreta o investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Mas é preciso fazer mais: apesar de já se estar a fazer mais testes que os contágios diários, a taxa de positividade continua demasiado alta: 20% dos testes efetuados em Portugal têm um resultado positivo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a epidemia só pode ser dada como controlada se a taxa de positividade for inferior a 5%. O melhor era testar mais e melhor, aponta Carlos Antunes: “Temos de alargar a malha e permitir que mais pessoas façam mais testes”.

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