Ongoing. Tudo a PT deu e tudo a PT levou

21 Agosto 2015441

São as ondas de choque do colapso do império Espírito Santo e do seu efeito colateral mais grave, a Portugal Telecom. A Ongoing vivia do valor das ações e dos dividendos da PT. E quando acabaram...

Ricardo Salgado chamou-lhe o único efeito colateral que não previu, em consequência da queda do BES. A queda da PT, pelo menos da PT poderosa que conhecíamos, é uma consequência direta da implosão do banco e do grupo Espírito Santo, e está a produzir outros efeitos colaterais de menor dimensão. A Ongoing é um deles. E não é o único.

Se o Banco Espírito Santo alimentou o grupo que era o seu principal dono, a Portugal Telecom foi também uma fonte generosa de receitas e ganhos para os acionistas. Ganhavam em dividendos e em fornecimentos. Entre 2010 e 2014, a PT pagou 3,4 mil milhões de euros brutos em dividendos, cerca de dois terços desta remuneração resultou da venda da brasileira Vivo no final de 2010. No mesmo período, o grupo contratou aos seus maiores acionistas serviços e fornecimentos no valor de 851 milhões de euros.

Dividendos-PT (1)

Os principais beneficiários foram o BES/GES, a Ongoing, a Visabeira e a Controlinveste, parceira da PT na Sport TV. Para além destas relações financeiras, a PT também investiu os seus recursos em operações dos acionistas que passaram sobretudo pelo GES/BES, mas também por fundos geridos pela Ongoing. Hoje esses tempos são uma miragem. O que resta da PT, a Pharol, não paga dividendos — tem prejuízos — nem contrata — deixou de ter atividade operacional ao transferir a PT Portugal para a Oi que entretanto a vendeu à Altice.

As ações da antiga PT valem hoje um décimo do que valiam antes da crise do Grupo Espírito Santo. Joaquim Oliveira já não é acionista, saiu no quadro de um acordo com a banca, e mais de metade das ações da Ongoing passou para mãos dos bancos que emprestaram ao grupo liderado por Nuno Vasconcelos. As ações na Portugal Telecom eram o principal património que permitiram financiar o investimento e as operações do grupo dono do Diário Económico.

O tempo dos negócios

Assembleia geral da PT SGPS que aprovou a operação que concretizou a fusão com a Oi

Na década passada, a Ongoing colocou a família Rocha dos Santos no top dos mais ricos de Portugal, um feito conseguido sobretudo à boleia das valorizações acionista da Portugal Telecom. A Ongoing entrou em 2006 na PT, pela mão do Banco Espírito Santo, reforçando o lado dos que se opunham à OPA da Sonae.

O grupo teve ainda uma passagem pela guerra de poder no BCP, alinhando com Paulo Teixeira Pinto contra o fundador Jardim Gonçalves, depois de ter desenhado o modelo de governo dualista que foi o rastilho para o conflito no BCP. Por esta altura, a Ongoing já seria um grande cliente de crédito do banco.

A consultora Heidrick and Struggles, liderada por Rafael Mora, serve de ponta de lança para a “entrada” do grupo em grandes empresas portuguesas. A Heidrick portuguesa é pioneira na disseminação dos novos modelos de governo e das regras de remuneração que incluem grandes prémios de gestão para os administradores que atingem as metas.

Em 2008, Ongoing comprou o Diário Económico, vencendo uma disputa com o Grupo Lena, e preparou-se para fazer do título a plataforma de uma estratégia de expansão dos media que ambicionava chegar à televisão.

Tentou uma aproximação à Impresa, onde chegou a ter 23% do capital, mas a abordagem falhou quando Francisco Pinto Balsemão viu na proposta de aumento de capital uma tentativa de lhe roubar o controlo. Em ano de eleições legislativas, a Ongoing avançou com uma proposta de compra de 35% da Media Capital, a dona da TVI. A operação ganhou fôlego em 2009, depois da polémica tentativa de aquisição da estação televisiva, muito incómoda para o governo de José Sócrates, pela Portugal Telecom, onde a Ongoing era já uma das principais acionistas.

O processo acabou por ser travado pelo regulador dos media cujo parecer é vinculativo. A ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) chumbou o negócio ao impor como condição a venda da participação da Ongoing na Impresa que era dona da maior concorrente da TVI, a SIC. O grupo de Vasconcellos não insistiu na compra da TVI e lançou a Económico TV, de olhos postos numa futura privatização ou concessão da RTP.

Pelo meio, ainda houve uma guerra muito pública com o presidente da Impresa que expulsou Nuno Vasconcellos e Rafael Mora dos órgãos sociais do grupo. Entre exigências de lançamento de OPA e impugnação de decisões da assembleia geral da Impresa, o grupo de Balsemão foi ganhando em tribunal e em 2013 a Ongoing deixou cair as ações. As outras, as ações da Impresa, foram vendidas no início de 2014.

As contratações de peso

José Eduardo Moniz trocou a TVI pela Ongoing e a Ongoing pelo Benfica

Apesar do forte sismo que abala os media, e em particular a imprensa, onde o investimento publicitário quase desaparece, a Ongoing mantém o rumo. O grupo vive à sombra dos generosos dividendos distribuídos pela Portugal Telecom, logo à seguir à venda da Vivo, realizada em 2010. Foi este negócio que levou a PT a investir na Oi. Em 2012 a empresa de Vasconcellos compra um dos principais portais brasileiros, o iG, precisamente à Oi

Também  vai fazendo contratações de peso, dentro e fora do Estado. Uma das mais badaladas foi a de José Eduardo Moniz, o todo-poderoso patrão da TVI, que foi para a Ongoing quando estava em cima da mesa a compra da Media Capital.

O ex-espião Silva Carvalho acabou por se revelar o maior embaraço quando no meio da guerra com a Impresa o Expresso publica a história de que o antigo diretor do SIED teria usado os meios dos serviços de informação do Estado em benefício da empresa para o qual viria a trabalhar.

Depois da queda de Sócrates, em 2011, a empresa contrata Guilherme Drey, ex-chefe de gabinete do antigo primeiro-ministro e que nessa qualidade acompanhou ao lado de Sócrates a venda da Vivo, um negócio que este começou por rejeitar, mas que acabou por abraçar.

Também o ex-secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, passou por lá, embora por pouco tempo, antes de rumar à administração da Galp. Outra das contratações famosas foi Agostinho Branquinho, o deputado social-democrata que pouco tempo antes tinha feito a pergunta numa comissão de inquérito: O que é a Ongoing?

A venda da Vivo: jackpot aos acionistas

Entre 2010 e 2011, a PT distribuiu dividendos extraordinários à conta dos ganhos que fez na alienação da Vivo à Telefónica, uma operação que acabou por ser apoiada pelos grandes acionistas da empresa, depois dos espanhóis terem aumentado várias vezes o cheque até chegar aos 7.500 milhões de euros.

Só em 2010, ano em que tinha 6,8% da PT, a Ongoing terá recebido mais de 100 milhões de euros líquidos nos três dividendos pagos pela empresa, uma parte dos quais distribuído no ano seguinte. A remuneração referente a 2011, e considerando que a Ongoing já tinha 10% do capital, terá chegado aos 44 milhões de euros com duas distribuições de dividendos, um dele ainda por conta da Vivo. No ano seguinte, a PT é menos pródiga e a Ongoing teria direito 21 milhões de euros, distribuídos já em 2013. No entanto, por esta altura, já uma parte importante dos dividendos estaria também hipotecada.

Para além de pagar dividendos, a PT também investiu uma parte dos recursos do Fundo de Pensões em fundos geridos pela acionista Ongoing. A aplicação polémica não foi ao comité de investimentos do fundo e levou à demissão de um administrador (Jorge Tomé então na Caixa). O investimento de 75 milhões chegou a valer mais de 100 milhões e foi uma antecâmara para o desastre que se seguiria quatro anos depois.

A PT até mudou as regras e criou o comité de partes relacionadas para escrutinar as relações económicas perigosas entre acionistas e a empresa. Em vão. As aplicações de tesouraria (os investimentos feitos a três meses, mas renovados) em papel comercial de empresas do GES, não passaram neste crivo.

O ano passado foi o último em que ocorreu distribuição de lucros por parte da PT, referentes aos resultados positivos de 2013. Mas o dividendo líquido foi inferior a 10 cêntimos por ação. A Ongoing teria direito a cerca de 6,5 milhões de euros líquidos. Este é o primeiro ano sem dividendos. A PT SGPS (hoje designada Pharol) passou a prejuízos depois do polémico investimento de 900 milhões de euros na Rioforte, holding não financeira do GES. Pelo caminho, a PT perdeu a PT Portugal que a Oi vendeu, os gestores premiados e a dignidade de grande empresa.

Acções da PT SGPS/Pharol perderam 90% do valor em um ano

pharol cotação

evolução da cotação das ações da PT SGPS (atual Pharol) na bolsa de Lisboa

Tão ou mais grave que a perda dos dividendos, foi o descalabro da cotação da PT, que vale hoje um décimo do que valia antes de serem conhecidas as aplicações na Rioforte e a insolvência em cadeia do Grupo Espírito Santo (GES). As ações da PT serviam de garantia aos empréstimos contraídos pela Ongoing, nomeadamente junto do BCP, e o resvalar da cotação tornou inevitável o cenário da execução. A alternativa seria reforçar as garantias e eventualmente entrar com garantias pessoais.

A hora da verdade

A notícia do “colapso iminente” da Ongoing foi avançada pelo Expresso no final de julho. Uma semana depois, confirma-se a execução das ações da Pharol que estavam dadas como garantia ao BCP. O grupo que chegou a ter 10% da PT, tem agora apenas 3,5% da Pharol que tem como ativo ser o maior acionista da Oi. A Ongoing apoiou a venda da PT Portugal e a estratégia de consolidação da Oi Brasil que, no entanto, tarda em dar frutos.

Segundo o semanário, as dificuldades financeiras implicam ainda a venda do Diário Económico, o principal negócio operacional em Portugal, e poderão culminar no recurso ao PER (processo especial de revitalização), informação que o Observador não conseguiu confirmar. A Ongoing ainda tem operações mais relevantes no Brasil, nos media e tecnologias de informação, do qual pouco se sabe. Haverá igualmente o património dos acionistas, a família.

As últimas contas entregues, já este ano, no Instituto de Registos e Notariados da holding Ongoing Strategy são de 2012. Apesar da cópia quase ilegível consultada pelo Observador foi possível perceber os sinais de degradação financeira da empresa que era um dos dez maiores devedores da banca portuguesa. Os prejuízos ascenderam a cerca de 163 milhões de euros (não é possível perceber o valor exato) e só não foram maiores porque a Ongoing não contabilizou todas as perdas resultantes da desvalorização em bolsa das ações da PT, o que suscitou uma reserva (num total de três) do auditor que aprovou as contas.

Mais de metade das ações detidas na Portugal Telecom estavam já em 2012  dadas como penhor pelo empréstimo do BCP e comprometidas com um financiamento swap contraído junto do Crédit Suisse.  Nos dois casos, os dividendos destas ações tinham como destino o pagamento de juros às instituições financeiras. O crédito ao BCP ascendia à data (final de 2012) a cerca de 398 milhões de euros e na sequência da desvalorização em bolsa da PT o banco exigiu um reforço de colaterais que resultou na entrega de ações da Ongoing TMT e do BES. O Banco Espírito Santo era outro financiador importante ao nível da tesouraria.

Rafael Mora foi um dos poucos a cara pela venda da PT Portugal, explicando que era o negócio possível

Nos últimos meses, foram saindo do grupo os quadros mais importantes. Em março, sai Rafael Mora que era mais do que um braço direito de Nuno Vasconcellos. Era apontado como o grande estratega da empresa. Mora continua a ser administrador da Pharol e da Oi.

Em abril, demite-se o diretor do Diário Económico. António Costa era administrador da Ongoing Media e foi o quadro que o grupo foi buscar para liderar o projeto Económico, logo a seguir à compra do título. Guilherme Drey terá entretanto também saído. Moniz trocou o grupo pela administração da SAD do Benfica já em 2012.

Irmã de Queiroz Pereira apanhada no colapso do BES

Mas se a Ongoing era um dano coleteral mais ou menos envidente, há outros casos menos óbvios. As dívidas e empresas da família Espírito Santo não foram as únicas a ficar presas no banco mau. O relatório do BES pós resolução mostra que deste lado ficaram ainda os créditos sobre duas empresas do grupo Imastogil e sobre a holding de Margarida Queiroz Pereira (MPQ), a irmã mais nova de Pedro Queiroz Pereira. O empréstimo de 87,2 milhões de euros tem uma imparidade (perda) associada elevada.

O financiamento à MPQ ficou no BES porque a resolução impõe que que “os direitos de crédito sobre a Espírito Santo International e seus acionistas, os acionistas da Espírito Santo Control” não passariam para o Novo Banco, esclareceu ao Observador o gabinete de relações com os investidores do Banco Espírito Santo. Os ativos e passivos das partes relacionadas (acionistas qualificados do banco e do grupo) ficaram no BES por ordem do Banco de Portugal.

Isto significa que a irmã de Queiroz Pereira, o empresário que entrou em guerra com Ricardo Salgado por causa da Semapa, é acionista do GES e nessa qualidade, uma perdedora com o colapso do grupo. Margarida Queiroz Pereira também chegou a constar da lista dos mais ricos em Portugal. A história da sua falência fez manchete no jornal Expresso.

Pedro Queiroz Pereira na comissão parlamentar de inquérito ao BES no final do ano passado

Segundo o jornal, a exposição da MPQ a investimentos acionistas no GES contribuiu para o descontrolo financeiro dos negócios de Margarida Queiroz Pereira que entrou no Grupo Espírito Santo na sequência de um conflito com o seu irmão, que lidera os destinos da Semapa desde os anos 90.

No início da década passada, MPG entregou a sua participação na holding ao GES, em troca de uma participação nas holdings de controlo do grupo, a Espírito Santo Internacional e a Espírito Santo Control. Foi este negócio feito nos bastidores que esteve na origem da guerra entre Queiroz Pereira e o então líder do BES, já que Ricardo Salgado recusou identificar os acionistas das sociedades offshore que ficaram com a participação da irmã mais nova na Semapa.

“Dr. Ricardo Salgado tem um problema: não lida maravilhosamente com a verdade. As offshores eram ele”.
Pedro Queiroz Pereira, na comissão parlamentar de inquérito ao BES, sobre quem era o dono das offshores acionistas da Semapa

A propósito deste episódio, fica famosa uma frase de Queiroz Pereira na comissão de inquérito ao BES: “Dr. Ricardo Salgado tem um problema: não lida maravilhosamente com a verdade. As offshores eram ele”. A confirmação desta ligação levou o dono da Semapa a acusar o ex-líder do BES de lhe querer roubar o controlo do grupo. O empresário temia que o seu grupo passasse a ser a nova PT.

A guerra sobe de tom quando Ricardo Salgado aparece ao lado de Maude Queiroz Pereira, a outra irmã “seduzida” pelo ex-líder do BES que contestou em tribunal algumas operações realizadas por PQP para assegurar o controlo da Semapa-

Pedro Queiroz Pereira, ele próprio acionista do GES, começou a exigir informação e relatórios sobre a situação financeira do grupo. Os dados que recolheu revelaram fragilidades financeiras do GES e chegaram ao Banco de Portugal na mesma altura que o supervisor já estava a investigar as contas da Espírito Santo Internacional. O resto é a história que já conhecemos.

Os danos dentro do GES

Os efeitos mais devastadores da queda do banco e da família são ao nível das empresas do Grupo Espírito Santo, a maioria dos quais enfrentava já problemas económicos e vivia na dependência do financiamento dado pelo banco ou obtido através dos clientes do GES.

Opway, Espírito Santo Hotéis, Tivoli Hotéis, Espírito Santo Property, Espírito Santo Irmãos, Espírito Santo Financial Portugal, fazem parte da lista de empresas do GES que avançou para o PER (Processo Especial de Revitalização) de empresas. As duas últimas foram declaradas insolventes. A lista de créditos reclamados somava 1.300 milhões de euros em maio, com a Caixa a liderar. Este número não inclui as dívidas das holdings do grupo — A Espírito Santo Internacional, a Rioforte e a Espírito Santo Financial Group — que foram declaradas insolventes pela justiça do Luxemburgo.

Os processos da Tivoli Hotéis e da Espírito Santo Property, dona de parte da Herdade da Comporta, receberam luz verde dos credores, mas o seu desenvolvimento está ainda pendente dos tribunais por causa do arresto de bens do GES decretado pelo tribunal. Os hotéis foram vendidos ao grupo tailandês Minor.

O arresto sobre o património imobiliário e turístico da herdade tem sido também um obstáculo à liquidação dos ativos da Rioforte que foi declarada insolvente no Luxemburgo.

O plano da construtora Opway, que foi comprada ao GES pelo seu presidente, Almerindo Marques, ainda está em apreciação. A Tranquilidade, a Espírito Santo Saúde e a ES Viagens foram vendidas logo após a queda do BES/GES no verão passado.

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