Quando entraram esta quarta-feira nas instalações do Sporting Clube de Portugal no Estádio José de Alvalade, em Lisboa, os inspetores da Polícia Judiciária (PJ) do Porto queriam, acima de tudo, evitar a destruição de prova essencial para compreender o suposto esquema de corrupção alegadamente chefiado por André Geraldes. Furiosos com as notícias e entrevista do empresário e denunciante Paulo Silva ao Correio da Manhã, os inspetores nortenhos sabiam que o efeito surpresa já tinha desaparecido. Mas as buscas judiciais são autênticas caixinhas de surpresas.

No caso do Sporting, a surpresa chamou-se “cofre” e foi encontrado no gabinete de trabalho do principal alvo daquelas buscas: André Geraldes. Era um pequeno cofre com um recheio muito significativo: 63 mil euros e mais uns trocos devidamente acondicionados em vários envelopes. Na face de alguns deles estavam iniciais escritas à mão, enquanto que outros continham documentos.

Conjugada esta descoberta, com prova documental e testemunhal do denunciante Paulo Silva que apontam para a alegada liderança de André Geraldes de um esquema de alegada corrupção no Campeonato Nacional de andebol da temporada 2016/17, que foi mais tarde alargado à Primeira Liga de Futebol, a PJ do Porto e o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, titular dos autos, não tiveram dúvidas em defender no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto de que existiam indícios de que o Sporting Clube de Portugal tinha um alegado saco azul que financiava pagamentos de alegadas ‘luvas’ a árbitros de andebol.

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