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O corpo de Ihor Homeniuk, o ucraniano que terá sido assassinado no aeroporto de Lisboa, apresentava tantos hematomas e tantos sinais de ter sido barbaramente espancado que quase não seria necessária uma autópsia para perceber qual tinha sido a causa da sua morte. É esta a imagem que uma fonte da Polícia Judiciária deixa ao Observador sobre o estado do homem de 40 anos, cuja morte está a ser investigada e em que os suspeitos do crime são três inspetores de um órgão de polícia criminal: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

A investigação está em segredo de justiça, mas uma das grandes dúvidas dos investigadores é como é que entre tantas pessoas que trabalham no aeroporto, incluindo outro órgão de polícia criminal como é o caso da PSP, se conseguiu retirar de lá um cadáver sem ninguém levantar qualquer questão.

A Polícia Judiciária só foi avisada da existência desta morte dias depois pelo médico que autopsiou o corpo, quando percebeu estar perante um crime violento. E mesmo assim a ligação ao aeroporto não foi imediata. É que na informação entregue ao Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), e assinada por um inspetor do SEF que não está entre os detidos, está registado que o corpo de Ihor tinha sido encontrado na via pública, como se lê no mandado de detenção emitido em nome dos três inspetores e que a revista Sábado divulgou esta tarde de quarta-feira. Esta pode ser a justificação para o tempo decorrido entre o alegado homicídio, a 12 de março, e o dia da detenção, a 30 do mesmo mês — ou seja 18 dias depois.

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