Uma “guerra longa” não estava nos planos de Vladimir Putin, que esperava uma vitória rápida na Ucrânia. Depois de o conflito se ter estendido, o Presidente russo não tem outra alternativa senão prolongar a ofensiva, acredita Orysia Lutsevych, vice-diretora do programa Rússia e Eurasia no think tank Chantam House. Em entrevista ao Observador, a especialista ucraniana defende que a presidência russa está agora “num limbo” e não tem uma “estratégia” clara.

Lembrando a Euromaidan — a revolução que começou em 2013 por o antigo Presidente ucraniano pró-russo Viktor Yanukovych ter adiado a assinatura de um acordo de associação da União Europeia (UE), afastando assim Kiev de Bruxelas —, Orysia Lutsevych refere que os ucranianos olham para a organização como um baluarte de “liberdade e justiça”. “As pessoas querem quebrar o ciclo de violência e juntar-se à UE, um espaço baseado nas regras, nos direitos humanos e em que o Estado não é um predador.” 

A especialista diz ser “realista” que a Ucrânia se junte à União Europeia em 2030, ainda que tenha de enfrentar várias dificuldades, a principal sendo a guerra. Sobre o conflito, Orysia Lutsevych nega que esteja num “impasse”, mas admitiu que tenha havido “demasiadas expectativas o que é que a Ucrânia podia alcançar no campo de batalha durante o verão”.

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