Ser pai, para o cantor, rapper, produtor musical e compositor Slow J, foi uma “catarse emocional”. Foi também um motor para aprender a reordenar hábitos de vida, horários do dia-a-dia, gestão de responsabilidades que de repente se impõem: “Estava habituado a estar 12 horas por dia no estúdio e do nada passo um mês em casa sem ir, depois começo a ir três horas aqui e ali…”, diz. Mas, além disso, foi também uma “desculpa perfeita”: se precisava de algum motivo mais prático para mudar por completo a vida que levava, ei-lo então chegado.

O que era preciso mudar? É o próprio que responde, em conversa telefónica com o Observador: “Parar de fazer concertos, parar de ‘mexer’ e fazer silêncio, voltar para dentro”. A reclusão deu-lhe paz, mas deu-nos também a nós, ouvintes, um dos discos mais espantosos deste ano, o recém-lançado You Are Forgiven.

A capa de "You Are Forgiven", novo disco de Slow J:

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.