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Todas as pessoas originárias da ilha açoriana de Santa Maria têm algum laço familiar com George Perry. “Todas”, sublinha o neurocientista, que dedicou as últimas três décadas a desenhar a árvore genealógica da família. E esta é uma verdadeira sequóia: George Perry conseguiu recuar 62 gerações e descobrir que é descendente de D. Afonso Henriques, familiar indireto de Cristóvão Colombo e tem laços com os templários da Ordem de Cristo — os responsáveis pela origem açoriana do pai e da mãe, que depois se fixaram na Califórnia, terra natal do cientista.

Mas esta investigação é um mero hobby para George Perry. O verdadeiro esforço deste neurocientista é outro: contrariar 40 anos de investigação em torno do Alzheimer e derrubar a teoria vigente neste momento — a que defende que a verdadeira causa desta doença neurológica é a acumulação de uma proteína, a amilóide, no tecido cerebral; e que retirá-la o mais cedo possível impede o desenvolvimento da condição. George Perry recusa completamente esta tese: acha que a amilóide até é uma coisa boa e que a resposta pode estar num processo de enferrujamento do corpo. Mas nega que parar esse processo seja uma solução.

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